Lançado em: 06-04-2019

5º Domingo do tempo Comum

LEITURA I – Is 43,16-21
LEITURA II – Filip 3,8-14
EVANGELHO – Jo 8,1-11

Reflexão:

A Quaresma é um tempo favorável para purificarmos as nossas ideias acerca da misericórdia de Deus. Com as leituras do Antigo Testamento a Igreja lembram-nos a história da salvação, para melhor nos fazer compreender como tudo se encaminha para a Páscoa da Nova Aliança.
A liturgia de hoje revela-nos o Amor de Deus, que nos perdoa. S. João ensina-nos que é o amor misericordioso do Pai que nos faz renascer para a vida nova. A misericórdia exprime o comportamento de Deus para com o pecador, oferecendo-lhe a possibilidade de se arrepender.

O Evangelho de hoje coloca diante de nós uma mulher “surpreendida em flagrante adultério”. De acordo com a lei de Moisés, lembram os escribas, a mulher devia ser morta (Lv 20,10 e Dt 22,22-24). Os escribas e fariseus interrogam Jesus, como quem pergunta: Mestre, aplicamos a Lei?
Reparemos que o Evangelho diz que se tratava de uma cilada contra Jesus. Entretanto, Jesus aproveitou esta oportunidade para revelar a misericórdia de Deus para com os pecadores. Recordo o convite à conversão, repetido de vários modos, pela Sagrada Escritura: “Convertei-vos! Renunciai a todas as vossas culpas! Porque havíeis de morrer? Eu não desejo a morte de ninguém! (Ezequiel 18, 30-32)
Podemos imaginar a compaixão de Jesus. Alguém falou assim: encontram-se frente a frente a Misericórdia e a miséria. Fica silencioso. Não culpa nem desculpa o comportamento da mulher. Ele sabe que o pecado é um caminho errado, pois gera a infelicidade e rouba a paz. A propósito, escutemos o Papa Francisco, na Bula de proclamação do Ano da misericórdia, que estamos a viver: “permanecer no caminho do mal é fonte de ilusão e tristeza. A verdadeira vida é outra coisa. Deus não se cansa de estender a mão.” Foi o que fez Jesus; ficou em silêncio durante uns momentos e escreveu no chão, dando tempo aos acusadores para que olhem para a sua consciência, para que recordem a sua própria fragilidade. Perante a dureza de coração desses homens com pedras nas mãos, fala deste modo: “quem de vós estiver sem pecado, atire a primeira pedra”. E continuou a escrever no chão, à espera que os acusadores se deixassem mover pelo amor fraterno e pela compreensão. Quando os escribas e fariseus se retiraram, Jesus não perguntou à mulher se ela estava arrependida, mas tranquilizou o seu coração angustiado com a serenidade do perdão: “Ninguém te condenou? Eu também não te condeno.” E convidou-a a seguir um caminho novo: “Vai e não tornes a pecar”.
A bondade divina não passa pela morte do pecador, mas pelo convite à conversão: “Será a morte do pecador que me agrada? Quero que abandone o seu mau proceder e que viva. Convertei-vos e vivereis.” (Ez 18, 23.32)

Esta página da Bíblia também nos faz reflectir sobre a nossa maneira de proceder: Estamos sempre dispostos a julgar e a condena os outros. É preciso reconhecer que todos necessitamos da misericórdia divina. “Neste Ano Jubilar, que a Igreja se faça eco da Palavra de Deus que ressoa, forte e convincente, como uma palavra e um gesto de perdão, apoio, ajuda, amor. Que ela nunca se canse de oferecer misericórdia e seja sempre paciente a confortar e perdoar. Este é o momento favorável para mudar de vida! Este é o tempo de se deixar tocar o coração. Diante do mal cometido, é o momento de ouvir o pranto das pessoas inocentes espoliadas dos bens, da dignidade, dos afectos, da própria vida.”



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