Lançado em: 13-05-2017

Homilia do quinto domingo da Páscoa.

I Leitura 6,1-7
II Leitura São Pedro 2,4-9
João 14,1-12

Amados irmãos e irmãs, Paz e bem! Louvado seja o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo! Estamos no quinto domingo da Páscoa, é tempo de meditarmos sobre a alegria da ressureição. Não podemos permitir que, o passar dos dias, apague em nós a certeza da vitória da vida sobre a morte. Jesus ressuscitou e nos deu vida em plenitude. Hoje a liturgia nos convida a não termos medo, pois, estamos diante de Jesus: caminho, verdade e vida.

A Primeira Leitura está contida nos Atos dos Apóstolos. Lucas insiste em apontar o crescimento da comunidade (Cf. At. 6,1). A fé na ressurreição de Cristo não é esmagada pela pressão e pela perseguição, mas sim, gera frutos e muitos homens e mulheres aderem à fé. Todavia, dentro da comunidade começa a haver alguns problemas no que concerne ao atendimento às viúvas dos fiéis de origem grega. (Cf. At.6,1) A solução dos apóstolos é indicar do meio da comunidade, homens fiéis e tementes a Deus que possam ajudar a solucionar tais problemas. O que de mais importante, podemos retirar desta leitura é a disposição ao serviço destes homens escolhidos pelos Apóstolos. Nós, também, devemos dentro das nossas comunidades, dentro da nossa família, estarmos sempre disponíveis ao projeto de Deus, assumindo a missão que o Senhor nos dá. Todos nós podemos contribuir e ajudar a solucionar os problemas em nossas comunidades, ninguém é inútil para o Reino de Deus.

A Segunda Leitura está na Primeira Carta de São Pedro. Nela, podemos perceber uma bela descrição da Igreja. Cristo é chamado, pelo apóstolo, de pedra viva, que fora rejeitada pelos homens, mas que é honrosa para Deus. (Cf. 1Pd. 2,4). Jesus Cristo é o fundamento da vida da Igreja, nós só somos Igreja, porque estamos fundamentados na pessoa de Jesus. É por Ele que nos unimos, como comunidade, como povo de Deus, não há outro fundamento, não há outra esperança. Se, estamos fundados, sobre a rocha, que é Cristo, devemos também nós, nos tonarmos pedras vivas, para assim, construirmos um edifício espiritual a Deus. (Cf. 1Pd. 2,5) Mas, para sermos pedras vivas, não podemos apenas crer com palavras, é necessário no nosso cotidiano construir este edifício espiritual, através de nossas atitudes, através do nosso testemunho. A minha família, igreja doméstica, deve ser um edifício espiritual a Deus, a minha comunidade paroquial, lugar por excelência do encontro com o ressuscitado, deve ser um edifício espiritual, a minha vida deve ser um edifício espiritual a Deus, mas para que isto aconteça é preciso coragem, é preciso ter convicção da minha adesão por Jesus Cristo, da minha adesão pela mensagem do Evangelho, é preciso firmar-se inabalavelmente na pessoa de Jesus.

O Evangelho é rico em significado para nós, é uma palavra de salvação que se encaixa, perfeitamente, com os nossos dias. Primeiramente, Jesus convida os seus discípulos a não perderem a paz. Jesus nos precedeu, Ele foi a nossa frente, a morte do Senhor nos abriu a porta que o pecado tinha fechado, nos deu uma nova morada, morada esta que é incorruptível. Meus irmãos e irmãs, passamos por tribulações, passamos por dificuldades muitas vezes somos açoitados pelos problemas, entretanto o convite de Jesus é hoje feito a você: “Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também”. (Jo. 14,1). Só a fé nos faz perseverar diante das incertezas da vida, só ela nos recorda que a morte de Jesus não foi em vão, mas sim, foi para que nós voltássemos à comunhão completa com o Pai. Diante das incertezas do nosso mundo, devemos nos recordar daquilo que Jesus fez por nós no alto da cruz. Só o amor do crucificado pode ter a certeza de que para nós há um lugar reservado junto a Deus, Pai das misericórdias.

Jesus no Evangelho de hoje se apresenta como: caminho, verdade e vida. (Cf.Jo. 14,6). Esta declaração do Senhor é forte e deve estar constantemente sendo meditada por nós. Jesus Cristo é o caminho porque o homem foi criado por Deus para adorá-lo, para amá-lo. Há no coração de cada um de nós um desejo do infinito, estamos com o coração inquieto porque ele foi criado para repousar em Deus. Mas, só podemos amar a Deus, adorar, aquietar nosso coração, dar sentido a nossa existência sobre a terra, por meio de Jesus e com Jesus. Em nossos dias muitos “caminhos” parecem ser verdadeiros, parecem ser caminhos de felicidade, entre eles podemos citar: o caminho do dinheiro, do poder, do prazer, mas estes são no máximo escravizadores do homem. Engana-se quem caminha por essas vias, se engana quem centraliza sua existência nestes falsos caminhos, por mais que você persista nunca se sentirá preenchido, nunca se sentirá completo, porque você, meu irmão, minha irmã, foi criado para o céu. Por isso, só há um caminho, só por ele podemos caminhar rumo ao céu, este caminho é o acesso direto que temos ao coração de Deus, Jesus Cristo é a nossa única esperança.

Ele é a verdade, porque é a palavra que sai da boca de Deus. Jesus Cristo é a palavra de Deus encarnada, por isso, é a própria verdade que por um ato de amor vem ao nosso encontro. Ser a verdade significa dar sentido à busca do homem. Todos nós desejamos conhecer a verdade, contudo, em nossos dias ela parece ter perdido seu alicerce, tudo parece ser a verdade, todos parecem ter a verdade, mas o que vemos é o crescimento do ódio, do rancor, do egoísmo, não somos nós que possuímos a verdade, é ela que nos possui, é Jesus que toma nossa existência pela mão desde que estejamos dispostos a fazer a vontade de Deus. É Jesus, única verdade, que vem ao nosso encontro em meio a nossa fragilidade para nos redirecionar para o céu. Não busquemos outras “verdades” é perda de tempo, gastaremos tempo e no fim, veremos que aquilo que procurávamos está manifesto na Eucaristia, Jesus Cristo é a nossa verdade. Verdade esta, que salva, que redime o homem, que faz de nós templos de Deus.

Jesus Cristo é a vida, porque nem a morte pode vencê-lo. O Senhor por sua ressureição nos dá uma vida nova, não somos mais destinados à condenação, mas sim, a salvação, ao reino dos bem-aventurados. A vida que é Jesus, não é um conto de fadas, não é uma estória, uma fábula, Jesus nunca nos prometeu uma vida mágica, sem dificuldades, sem problemas, mas sim, nos prometeu a vida verdadeira, aquela que não passa que supera todos estes acontecimentos porque foi nos dada no alto da cruz. Acreditar na vida que é Jesus e que Ele nos oferece é também ter a coragem de se comportar diante das situações do mundo de maneira diferente, implantando a cultura do encontro, da misericórdia, da escuta, do amor desinteressado, recordando a mensagem de salvação do Evangelho em nossas realidades cotidianas. Que Deus nos abençoe e que possamos sempre, ter em nosso coração essas palavras ditas por Jesus: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim”. (Jo. 14,6).

Marcus Vinícius França, pré-noviço. Ofm Conv



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