Lançado em: 06-10-2017

Homilia do XXVII Domingo Tempo Comum.

Louvado seja o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo! Paz e Bem! Amados irmãos e irmãs, estamos no vigésimo sétimo domingo do tempo comum. Hoje a liturgia da palavra nos convida a avivarmos a nossa fé no discipulado de Jesus, a partir da conversão verdadeira dos nossos corações.

A Primeira Leitura (Is 5,1-7) nos apresenta o “cântico da vinha” proferido pelo profeta Isaías que simboliza a experiência de amor entre Deus e o povo de Israel. Deus é sempre generoso para com seu povo, é dele a iniciativa, uma vez que vai ao encontro daqueles que o amam, daqueles que Ele escolheu por sua herança. O amor de Deus é algo inquestionável, Ele é misericordioso é fiel, sempre cuida dos seus, caminha ao lado, acompanha em suas necessidades e não abandona.
Entretanto, a nossa resposta nem sempre é fiel. Nós, muitas vezes, trocamos esse amor por falsas promessas, nos esquecemos da doação de Cristo na Cruz e procuramos outros “salvadores”. Somos o povo escolhido por Deus para dar testemunho de sua verdade, do seu amor, da sua salvação. Todavia, em diversas ocasiões, o nosso testemunho é totalmente contrário ao projeto de Deus, pois evidencia o egoísmo, a inveja, a mentira, a indiferença, o ciúme, a soberba e tantas outras coisas que não estão em conformidade com aquilo que recebemos de Deus.

Podemos dizer que a vinha do Senhor é a nossa família, nossa casa é essa vinha que o Senhor preparou, plantou, cuidou. Nos nossos lares Deus tem depositado sua esperança de um mundo melhor, mais fraterno, mais justo. É por meio de nossas famílias que Deus quer promover a restauração de tantas áreas de nossa sociedade, vilipendiadas pelo pecado. Mas, não podemos deixar de nos perguntar: Qual é o fruto que o Senhor tem colhido de nossos lares? Qual tipo de fruto, você esposo tem sido para Deus? Qual tipo de fruto, você pai tem sido para Deus? Qual tipo de esposa, você tem sido para Deus? Qual tipo de fruto, você mãe tem sido para Deus? Qual tipo de fruto você filho tem sido para Deus? Qual tipo de vinha é a sua família?

A resposta a essas questões, mais do que nos amedrontar ou nos fazer perder a esperança devem, nos levar a conversão. Se eu não tenho sido exemplo de esposo, ou seja, se os frutos que estou dando para com minha esposa são a grosseria, a impaciência, a humilhação, a falta de amor, a falta de cuidado, o egoísmo, devo abandonar está má conduta. Só a conversão, a oração, o reconhecer a própria culpa e o pedir perdão fará de você esposo um bom fruto da vinha do Senhor.
Se você esposa não tem dado bons frutos, ou seja, se tem pautado seu comportamento na falta de amor, de perdão, na falta de paciência, na indiferença, no desamor é preciso mudar de conduta. Deus coloca seu amor, sua misericórdia sobre você, a sua vida é o bom fruto que Deus quer colher, não deixe para amanhã a mudança que você pode realizar hoje.
Os pais também se não estão sendo bons frutos da vinha do Senhor, ou seja, se vossa conduta revela a indiferença, a irresponsabilidade para com os filhos, a falta de afeto, a falta de tempo para cuidar de seus filhos, a violência, o descontrole emocional, o descontar sua raiva e suas frustações em vossos filhos, é preciso conversão. Sua família por mais dificuldades que venha passando, por mais tribulações, sofrimentos é a vinha do Senhor, é lugar privilegiado do amor, da misericórdia, do cuidado e da ternura de Deus. Mas, cabe a você pai, a você mãe buscar, diariamente, a melhora, comprometam-se com a vida de oração, com a transformação das vossas atitudes para que nelas seus filhos vejam a Jesus.

A Segunda Leitura (Fl 4,6-9) nos apresenta o caminho para que possamos nos tornar bons frutos para Deus. Assim nos diz o apóstolo: “Não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades a Deus, em orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças.” (Fl 4,6). Precisamos abandonar as nossas vãs preocupações, pois elas tem nos arrastado para longe de Deus, para longe do seu amor. Para sermos bons frutos é preciso abandonar-se em Deus, olhar para Ele, confiar à vida ao seu amor de Pai. Em sequência é preciso a oração, sem a oração não seremos nunca bons frutos, pois não seremos íntimos de Deus, a verdadeira oração, que é aquela feita com amor, apaga a distância entre Deus e o homem. E rezar não é só se colocar diante de Deus com palavras, mas também, amá-lo no pobre, é perdoar, é fazer caridade, é amar aos meus familiares.

No Evangelho (Mt 21,33-43) Jesus nos apresenta a parábola da vinha, que plenifica aquilo que fora dito por Isaías na Primeira Leitura. Na mesma, Jesus apresenta Deus como proprietário, à vinha é Israel, os agricultores são os mestres da lei e os fariseus, os criados são os profetas. A mensagem do Reino de Deus não fora acolhida, justamente por aqueles que eram homens religiosos, que conheciam a Escritura por inteiro, que colocavam sobre os outros pesos encarregáveis, que jejuavam para mostrar sua santidade. Estes são os maus agricultores que não tem receio nenhum de matar aqueles que o dono da vinha envia, porque o que buscam é o poder, a glória humana.
E nós, meus irmãos e irmãs? Que estamos na Igreja todos os dias, que dizemos que servimos a Deus há tantos anos, que, muitas vezes, nos achamos prontos, donos da verdade será que não somos como estes agricultores apresentados no evangelho? Por que insistimos em condenar os outros? Por que não olhamos para nossa vida que está desregrada, que está cheia de indiferença, de ingratidão a Deus? Voltemos para o Senhor, procuremos amá-lo. Ele é misericordioso e nos espera, não percamos nosso tempo com aquilo que não vem dele. Seja você o bom fruto que Deus quer colher. Ele acredita em você e espera por ti.

Marcus Vinicus Pré-Noviço. OFM. Conventuais.



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