Lançado em: 09-12-2018

2º domingo do Advento

LEITURA I – Bar 5,1-9
SALMO RESPONSORIAL – Salmo 125 (126)
LEITURA II – Filip
EVANGELHO – Lc 3,1-61,4-6.8-11

Preparar o caminho do Senhor é reconhecer os nossos pecados e pedir perdão. Aproveitemos este momento para o fazer.

Preparai o caminho do Senhor
O Santo Padre convidou todos os cristãos a viver o Ano da Fé, celebrando assim os cinquenta anos do começo do Concílio Vaticano II. É pela fé que nos abrimos a Jesus e à salvação que nos traz.
Ele é a Palavra viva e eterna de Deus, o Seu Verbo que vem até nós através da Virgem Imaculada. Vem trazer-nos a Boa Nova, o Evangelho da alegria, da salvação. ”Deus que falou outrora aos nossos pais (ao povo de Israel) pelos profetas nestes tempos que são os últimos falou-nos por Seu Filho” (Heb 1,1).
A fé é sinónimo de alegria, como o pecado é sinónimo de tristeza e desilusão. Ao contrário das promessas de Satanás: ele enganou os nossos primeiros pais e levou-os para a desgraça.
Na primeira leitura o profeta Baruc anunciava a Jerusalém o regresso do exílio de Babilónia. Ali o povo se tinha convertido pela penitência, pelo arrependimento. O Senhor iria trazê-los em triunfo como filhos de reis. “Deus conduzirá Israel na alegria, à luz da Sua glória” (1ª leit).

O salmo 125 recorda também o regresso do cativeiro e a alegria que inundava os corações dos que voltavam à sua pátria. A Igreja anima-nos com estas palavras à conversão neste tempo do Advento.
Jesus faz maravilhas maiores se nos convertemos dos nossos pecados pelo arrependimento. Encher-nos-á da Sua alegria se nos abrimos à Sua graça, que nos trouxe com o Seu Nascimento.
A Igreja repete-nos nestes domingos de preparação as palavras de João Baptista, o Precursor: -“Preparai o caminho do Senhor, endireitai as Suas veredas”(Ev.).
Preparemos bem o Natal. Não fiquemos nas exterioridades. Não nos contentemos com as belas tradições natalícias. Procuremos enchê-las de sentido por uma fé mais vivida e consciente e pelo esforço em pô-la em prática, fazendo o que Jesus nos pede, endireitando o que está mal em nossa vida.

Baptismo de penitência
S.João Baptista pregava um baptismo de penitência. Muitos iam ter com ele para ser baptizados, confessando os seus pecados. Era como que uma antecipação dos sacramentos que Jesus iria instituir para nós.
Jesus deixou à Sua Igreja o verdadeiro baptismo, que, através da água e do Espírito Santo, lava os pecados e inicia na alma uma vida nova, a vida da graça.
Deixou também o sacramento da Penitência, que perdoa as faltas cometidas depois do baptismo.
A nossa conversão, uma e outra vez pela vida fora, passa por este sacramento do perdão e da alegria, que podemos receber muitas vezes e que devemos procurar neste tempo de preparação para o Natal
Jesus nasceu num curral em Belém, porque ninguém Lhe abriu as portas de suas casas. S.José procurou limpar aquele espaço o melhor que podia. Que procuremos abrir a Jesus as portas do nosso coração, e limpemos bem o lixo, para que Se sinta a Seu gosto em nós.
Com a confissão bem feita varremos a imundície que há em nós. Com as nossas pequenas penitências adornamos a nossa alma. Serão como as palhinhas do presépio para aquecer o Deus Menino. E ficaremos a falar com Ele por uma oração mais intensa e mais amorosa, como José e Maria.
Encontraremos a alegria que só Ele pode dar. A fé é o segredo e a fonte dessa alegria verdadeira. Temos de o lembrar a todos os que nos rodeiam, animando-os a vir a Jesus. Só Ele tem palavras de vida eterna e a Sua mensagem continua a ser Evangelho, Boa Nova, para todos os homens.
A Igreja convida-nos a todos a colaborar na Nova Evangelização e o Natal é uma bela oportunidade de o fazermos.

A vossa caridade cresça cada vez mais
Na segunda leitura S.Paulo louvava a fé dos Filipenses e dizia-lhes: «Peço-Lhe que a vossa caridade cresça cada vez mais em ciência e discernimento, para que possais distinguir o que é melhor e vos torneis puros e irrepreensíveis para o dia de Cristo».
A fé tem de se manifestar na caridade e a caridade há-de levar, por sua vez, a conhecer melhor a fé, a saborear as suas maravilhas e a orientar por ela a nossa vida, distinguindo à sua luz o que é a vontade de Deus.
Nos sacramentos vamos buscar as energias espirituais para fazer o bem, para crescer na fé e no amor de Deus. Eles são os canais da graça, que Jesus instituiu. A Vida nova recebida no baptismo alimenta-se na Eucaristia em que recebemos o pão vivo que dá a vida eterna.
Agradeçamos a Jesus os sacramentos que nos deixou. Os mistérios da vida de Cristo são os fundamentos do que, de ora em diante, pelos ministros da sua Igreja, Cristo dispensa nos sacramentos, porque «o que no nosso Salvador era visível, passou para os seus mistérios» (S.LEÃO MAGNO, Sermão 74,2). «Forças que saem» do corpo de Cristo (29), sempre vivo e vivificante: acções do Espírito Santo que opera no Seu Corpo que é a Igreja, os sacramentos são «as obras-primas de Deus», na nova e eterna Aliança. (Cat.I.Cat. 1115-6).
Neles se torna presente Cristo, como há dois mil anos. Está vivo aqui connosco, embora mais escondido que no presépio.



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