Mosteiro Santa Clara - PB

67 anos de Fundação – 31/ 12/ 1950

Rua Capitão João Alves de Lira, 136 – Prata
Caixa Postal 349
58400-560 – Campina Grande – PB
Tel. (83) 3321-2432
E-mail: clarissaspb@gmail.com

Abadessa: Madre Maria Clariana de Jesus, osc

Em junho de 1949, Frei Tadeu Prost, ofm, Missionário ao longo do rio Amazonas e atual bispo auxiliar de Belém do Pará, foi aos Estados Unidos. Numa visita que fez ao Mosteiro das Clarissas na cidade de Cleveland, Ohio, expôs o motivo de sua viagem: “Convidar algumas missionárias franciscanas à sua Missão”, e nessa intenção pediu orações. A esta altura a Abadessa, em tom de brincadeira, lhe pergunta se também está interessado numa Fundação de Clarissas. A semente fora lançada, Deus e se encarregaria de dar o crescimento.

Regressando ao Brasil, Frei Tadeu soubera que Dom Anselmo Pietrulla, bispo de Santarém / Pa, fora transferido para a Diocese de Campina Grande, recentemente criada. Falou-lhe de sua entrevista com a Comunidade de Cleveland. Dom Anselmo que estimava a Vida Contemplativa, ficou entusiasmado. Em agosto do mesmo ano, chega a carta-consulta de Frei Tadeu, pedindo resposta urgente. A Comunidade é convocada, pede o parecer através de voto secreto, e a maioria das Irmãs se mostrou favorável à Fundação. A decisão final caberia à Abadessa, Madre Inês.

Muitas irmãs rezavam para ser uma, entre as Missionárias. Era necessário consultar Dom Edwarde Heban, bispo diocesano. O que ele diria? A princípio mostrara se contrário a uma Fundação fora dos Estados Unidos, mas a obra era de Deus, e no tempo certo a licença foi concedida. Após uma novena ao Menino Jesus de Praga, Madre Inês fez a escolha definitiva das Irmãs. A Comunidade ficara assim constituída: Abadessa, Irmã Maria Patrícia; e as seguintes Irmãs: Maria Luisa (vigária), Maria Cecília, Maria Agnela, Maria Gabriela, Maria Clara, Maria Helena. Só mais tarde, em 1954, Irmã Teresinha juntou-se ao grupo.

Ao tomar posse da Diocese, Dom Anselmo escreveu à Madre Inês, pedindo que preparasse as Irmãs destinadas à Fundação. Como fundar um Mosteiro sem condições materiais? Recorremos aos benfeitores e não sem resultado. É impossível citar o nome de todos. O bispo pediu a planta da nova construção, pois já dispunha de um terreno. Pediu que as Irmãs não viessem antes que o Mosteiro fosse terminado.

No dia 19 de março, festa de São José, foi lançada a pedra fundamental. Separados pela distância, mas unidos no mesmo ideal. As fotos da construção foram enviadas às Irmãs, em abril e esperavam que ficasse pronto em agosto. Devido as dificuldades da comunicação, por causa da língua, ficou decidido que duas Irmãs viriam ajudar na orientação da construção e a escolha recaiu nas Irmãs Maria Patrícia e Maria Gabriela que partiram a 31 de agosto, passando por Nova Iorque, Porto Rico, Trindade, finalmente desembarcaram em Belém do Pará. Como ninguém as esperasse, procuraram localizar o superior da Missão Redentorista, Padre Roberto que as conduziu às Irmãs Vicentinas, onde pernoitaram, e no dia seguinte seguiram para Recife. Não havia ninguém a esperando pelas Irmãs. Traziam uma carta de recomendação e, com dificuldade, conseguem localizar a destinatária, que as acolhe até a manhã seguinte. Permaneceram ainda dois dias, e aproveitam para visitar os Frades Franciscanos.

No dia 11 de setembro, seguem para Campina Grande, onde também não foram esperadas. O senhor Hilário Ferreira as deixa nas Irmãs Vicentinas, que as conduz ao Colégio Imaculada Conceição, onde a Madre Roberta e sua comunidade as esperavam com a mais calorosa e cordial recepção.

Na manhã seguinte, visitaram Dom Anselmo, e sua acolhida muito as consolou e amenizou os contratempos da viagem. Atento, escutou a narração. Frei Tadeu iria esperar as Irmãs em Belém e as conduziria a Campina Grande, mas perdeu o avião.

Por um caminho estreito, ladeado de matos e margeando um açude que serve de bebedouro ao gado, chegaram à construção. Dom Anselmo lhes diz: “Aqui é a Avenida Buenos Aires”. O Bairro é quase desabitado. Caberia agora às Irmãs, supervisionar a construção. Aos 24 de setembro, as outras Fundadoras deixaram o Mosteiro de Cleveland, passando as mesmas dificuldades em Belém, mas em Recife foram recebidas por Frei Leopoldo que as acompanhou até Campina Grande.

Em seguida, a Comunidade começou a seguir um horário, conforme as circunstâncias permitiam, no Colégio das Damas, onde ficaram hospedadas durante quatro meses. As Damas são contadas no número dos maiores benfeitores das Clarissas e ocupam lugar especial em seus corações e em suas preces. Merece destaque Madre Dolores, que ficou à disposição das Irmãs, e continuou com a mesma dedicação, até a sua morte em 1972. Para a inauguração do Mosteiro foi marcado o dia da Proclamação do Dogma da Assunção (01 de novembro), o que não foi possível. Esperavam cantar a Missa do Galo na nova Capela, novamente a construção não ficou pronta, mas finalmente, a 31 de dezembro, isso foi possível. Poucas fundações podem gloriar-se de um bispo tão zeloso e dedicado, como Dom Anselmo. Ele, à frente dos trabalhos, conseguiu que o Mosteiro ficasse pronto em apenas 9 meses.

No dia 31 de dezembro, às 17h o Santíssimo Sacramento é levado em procissão pelas ruas da cidade. A convite de Dom Anselmo compareceram sacerdotes, o prefeito da cidade Sr. Elpídio Almeida, e uma multidão de fiéis. A um sinal de Dom Anselmo as Clarissas se colocaram à frente, seguidas pelo clero, o povo formou duas alas e seis alunas, em vestes de gala, representaram o Colégio da Imaculada Conceição, se dirigiram ao Mosteiro. Foi erguido um altar, e o Bispo deu a bênção Eucarística e o Santíssimo foi entronizado na Capela. Após a bênção papal, encerrou-se a cerimônia. Frei Leopoldo celebrou a Missa à meia-noite; e às 6h, Dom Anselmo celebrou a primeira Missa.

A eletricidade foi estendida até o Mosteiro, dois dias antes da inauguração, graças a generosidade do Prefeito a pedido de Didita Venâncio. Durante 10 meses as Irmãs conservaram o Santíssimo Sacramento exposto na clausura, onde era celebrada a Santa Missa. Era necessário, porém, providenciar uma capela. Decidem transformar o Coro em Capela, dando oportunidade ao povo de participar das cerimônias religiosas. Aos 14 de outubro a Missa Solene foi celebrada por Frei Pedro e como diácono e subdiácono: Frei Lúcio e Frei Bernardino. O coral do Seminário de Ipuarana cantou a quatro vozes. A homilia foi feita por Dom Anselmo.

Por sugestão e orientação de Dom Anselmo, a Madre, de acordo, com a Comunidade, redigiu um pedido de transferência da jurisdição do Ordinário do lugar para a Ordem dos Frades Menores que, assinado por ele, foi encaminhado a Roma a fim de receber a aprovação do Ministro Geral Frei Pacífico Peretoni. Este pedido foi aprovado pela Ordem e pela Santa Sé, aos 5 de março e 3 de abril, respectivamente. O bispo fez a entrega do Documento e colocou as Irmãs sob os cuidados dos Frades, reservando para si as dívidas, quer dizer: a Diocese ficaria responsável pelo pagamento das dívidas contraídas. Dom Anselmo se desdobrou, pregando retiros, fazendo conferências, para conseguir o pagamento das mesmas. O Ministro Provincial, Frei Vicente Senge, delegou oficialmente Frei Pedro Westerman, como superior das Clarissas, transmitindo-lhe todos os poderes. Escreve a cronista: “Enfrentamos uma tarefa quase impossível, quando tentamos narrar a caridade e bondade destes Frades para conosco”. A recepção oficial na Província de Santo Antônio deu-se por ocasião de uma visita dos Frades: Floriano, Flaviano e Vital quando estávamos no Colégio Imaculada Conceição. Frei Leopoldo, capelão do Colégio, fez tudo para que nos sentíssemos em família. Mais tarde ele foi nosso Capelão e começamos a apreciar o tesouro que tínhamos. Em novembro de 1950, Frei Lúcio foi nomeado guardião e reitor do Seminário de Ipuarana. Ele autorizou o Irmão Bertino a nos ajudar, e acrescentou: “Nós formamos uma família”.

Em pouco tempo apareceu o Irmão Fidelis que se apresentou como encadernador. Como sucessor de Frei Ricardo, assumiu o ofício de Capelão, Frei Bertino. Sendo construtor, coube a ele concluir a Capela. No dia 8 de agosto de 1953, foram inauguradas as Capelas. Elas foram benzidas por Dom Anselmo que também celebrou a Eucaristia. Estiveram presentes Frei Pedro e Frei Timóteo como representantes de Frei Lúcio. Mais tarde, foi necessário novas reformas.

As Irmãs ocupam-se na confecção de paramentos, hóstias, fabricação de velas, biscoitos e trabalhos domésticos. Trabalham na horta e no jardim, atendem ainda as pessoas que procuram orientação e ajuda espiritual. As Irmãs Externas ocupam-se da Capela e atendem à portaria.

 



 

 


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