Lançado em: 01-10-2017

Comemoramos os Santos Anjos da guarda

Comemoramos  os santos anjos da guarda. O Evangelho que a Igreja hoje nos propõe vem justamente assinalar que estas santas criaturas, nossas protetoras, veem Deus face a face no Céu. Este é um detalhe que, embora pareça desimportante à primeira vista, tem na verdade um grande impacto em nossas vidas. De fato, há ao nosso redor uma multidão de anjos, quer bons, quer maus. Os demônios, porém, nunca viram e nunca verão a Deus. Nós sabemos, pois, que o Senhor, ao criar os anjos, não se lhes revelou de imediato; mas pediu-lhes antes um amor de confiança, um sim amoroso por meio da fé. Isto porque, como ensina a sã teologia, Deus é de tal modo perfeito, amável e bondoso que qualquer criatura que se pusesse diante dele perderia neste instante mesmo toda possibilidade de escolha; ela não poderia não desejar a Deus, não amá-lO, não querê-lO. Houve um tempo, portanto, em que os anjos tiveram de crer em Deus antes de o poderem contemplar e gozar de sua amizade.

Os nossos bons anjos, pela fé e pela graça, optaram por Deus e O veem agora, como alegria indescritível, face a face. Por esta razão, é importante perceber que quando um demônio nos tenta e nos deseja levar para o Inferno, podemos ter certeza de que esse anjo mal, nunca tendo visto a Deus, vive na ignorância, está privado da sabedoria divina a que os nossos anjos da guarda têm acesso. Mas se estes nossos protetores conhecem, por um lado, os caminhos que nos levam à salvação, eles, por outro, não invadem a nossa intimidade, como faz o Diabo; não entram nos átrios de nossa alma se não lhes dermos permissão. Ora, sendo servos de Deus, os anjos da guarda estão aqui ao nosso serviço e, por isso, é preciso que nos abramos a eles, reverenciemos a sua santa presença, agradeçamos-lhes a proteção contínua e nos confiemos aos seus cuidados, à sua sabedoria.

Exercitemos nossa devoção a estes grandes amigos com que o Senhor nos presenteia nesta terra. Não os deixemos ociosos, como exortava o padre Pio; recorramos sempre ao seu auxílio e rezemos para que possamos um dia, na bem-aventurança eterna, conhecer cara a cara estes nossos santos guias do Céu.

Qual a missão dos Anjos da guarda?

Os anjos da guarda não foram colocados ao nosso lado apenas para proteger-nos de acidentes ou desastres físicos. A sua missão na Terra é muito maior do que comumente se imagina.

O que a Igreja ensina a respeito dessas criaturas? Elas realmente existem? Como se comportam em relação à vontade de Deus e em relação a nós? Descubra, neste episódio do programa "A Resposta Católica", qual a missão dos nossos anjos protetores.

A Igreja sempre acreditou na existência dos santos anjos da guarda, a partir do testemunho das próprias Sagradas Escrituras. Nosso Senhor, por exemplo, ao pedir que não se escandalizassem os pequeninos, disse que "os seus anjos, no céu, contemplam sem cessar a face do meu Pai que está nos céus" [1]. Em um episódio relatado nos Atos dos Apóstolos, a comunidade cristã, que rezava por São Pedro enquanto ele era mantido na prisão, confundiu a sua presença com a de seu anjo [2]. Por fim, o Catecismo da Igreja Católica ensina que "cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à vida [zoé]" [3].

A partir desta citação de São Basílio Magno, fica bem evidente que a missão dos anjos da guarda é "conduzir à vida", ao Céu, os seres humanos. Mesmo já contemplando a Deus face a face, eles receberam na Terra a missão de levar os homens à Pátria Celeste. O seu ofício não é, pois, uma simples "proteção física", como se os anjos existissem tão somente para ajudar criancinhas a atravessarem a rua. Trata-se de uma missão eminentemente espiritual, cujo foco é a salvação eterna das almas – mesmo que, para isso, se passe por sofrimentos, doenças ou tragédias.

Santo Tomás de Aquino, ao questionar se "os anjos sofrem pelos males dos que guardam", responde:

"Os anjos não sofrem nem pelos pecados, nem pelas penas dos homens. No dizer de Agostinho, tristeza e dor resultam do que contraria a vontade. Ora, nada acontece no mundo que contrarie a vontade dos anjos e dos demais bem-aventurados, porque suas vontades aderem perfeitamente à ordem da divina justiça. Com efeito, nada acontece no mundo que não seja feito ou permitido pela justiça divina. Portanto, absolutamente falando, nada acontece no mundo que contrarie a vontade dos bem-aventurados. Todavia, o Filósofo diz no livro III da Ética, que se diz voluntário de modo absoluto aquilo que alguém quer em particular quando age, isto é, consideradas todas as circunstâncias, embora considerado em geral fosse voluntário. Por exemplo, o navegante que não quer de modo absoluto e em geral atirar as mercadorias ao mar, mas que, na iminência de um perigo de vida, o quer. Um gesto assim é mais voluntário que involuntário como aí mesmo se diz. Assim os anjos, falando de modo geral e absoluto, não querem que os homens pequem e sofram. Mas querem que a respeito disso seja guardada a ordem da justiça divina segundo a qual alguns são sujeitos a penas, sendo-lhes permitido pecar" [4]
Então, os anjos da guarda querem e lutam pela salvação dos homens – inspirando-os, iluminando-os e, às vezes, até realizando milagres e lutando contra os próprios demônios. Como são instrumentos santos que possuem inteligência e são livres, eles são chamados de "ministros", pois foram colocados por Deus ao nosso serviço.

São João Bosco, ao recomendar a invocação ao anjo da guarda na hora das tentações, dizia que "ele deseja ajudar você mais do que você deseja ser ajudado por ele". Por isso, não deve haver dificuldade alguma em pedir o auxílio dos nossos santos anjos: não precisamos convencê-los, mas apenas abrir-nos à sua ação.

Fonte: Site Christo Nihil Praeponere



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