Lançado em: 11-11-2017

Diante da vinda do Senhor, ou da nossa ida a Ele, devemos antes de tudo ter esperança.

Louvado seja o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo! Paz e Bem!

Amados irmãos e imãs nos aproximamos da mesa da palavra e da Eucaristia neste domingo, dia do Senhor, para recebermos d’Ele a força necessária para seguirmos firmes no nosso discipulado de Jesus. A liturgia de hoje nos convida a vigilância, que é uma postura necessária a todo cristão na sua vida sobre a terra.

A Primeira Leitura (Sb 6,12-16) nos apresenta um louvor tanto à sabedoria quanto a prudência. O livro da Sabedoria foi escrito num contexto de uma grande confusão na fé do povo de Israel causada pelo paganismo. Havia dentro da comunidade de fé o crescimento do culto aos falsos deuses o que enfraquecia a fé da comunidade e a afastava de Deus. O autor sagrado aponta a sabedoria como caminho para toda e qualquer ação humana.A sabedoria dita no texto bíblico, não é a sabedoria do mundo, que nos ensina a colocarmo-nos como superiores, a passarmos por cima dos outros, a tirarmos vantagem de tudo, isto é esperteza, é malícia. A sabedoria apresentada na Primeira Leitura é o dom do Espírito Santo, que leva todo homem e mulher de fé a viver de acordo com a vontade de Deus. É pela sabedoria que podemos olhar para os nossos atos e perceber se os mesmos têm sido pautados no evangelho, ou no modo de ser do mundo. A sabedoria é um dom que nos ensina a buscarmos aquilo que é do alto, a procurarmos aquilo que realmente importa, a deixarmos nossas condutas mesquinhas em procura da fé. Por ela, podemos também alcançar a prudência, ou seja, sendo sábios, como Deus quer, não agimos sem antes pensar e refletir.

Em nossos dias também precisamos pedir a Deus esta verdadeira sabedoria, precisamos agir como verdadeiros cristãos, especialmente dentro de nossos lares. Tem-nos faltado sabedoria na relação como nossas esposas, na relação com nossos maridos, mas, sobretudo, na educação de nossos filhos. O que vem reinando em nossos lares é justamente o contrário da prudência, da sabedoria tão quista por Deus. Agimos, falamos como os outros como se não fossemos cristãos. Como pode um esposo, que participa da Eucaristia todas as semanas, agir imprudentemente para com a esposa e seus filhos? Como pode uma esposa, que participa da Eucaristia todas as semanas, agir imprudentemente para com o esposo e os filhos? Estamos sendo prudentes em nosso agir e em nosso falar? Estamos sendo sábios?

A Segunda Leitura (1Ts 4,13-18) nos apresenta o fundamento da nossa fé, ou seja, cremos na morte e ressureição de Jesus e, por isso, não devemos ter medo. Dentro do contexto da época, na comunidade havia uma preocupação com a vinda do Senhor, que era pensada por eles como imediata, e a situação dos seus entes já falecidos. Paulo recorda a comunidade de fé que em Cristo tanto os vivos como os mortos receberam a salvação. Não devemos ter medo, pois, nossa vida, a vida daqueles que amamos e a vida daqueles que nos precederam estão escondidas na Cruz e na ressureição de Jesus.
Vivemos nossa vida aqui na Terra, mas devemos nos recordar que Jesus voltará. A vinda do Senhor não é uma estória, não é um conto, uma fábula, uma lenda inventada pela Igreja para amedrontar os fiéis. Jesus virá, voltará para instaurar definitivamente o reino do Pai. Além disso, nós também podemos voltar ao Pai antes desta vinda, ninguém tem segurança se estará vivo amanhã, se terá a oportunidade de levantar, cumprir sua rotina. Frente a estas duas realidades tão inquietantes e interpeladoras o que devemos fazer? Devemos nos amedrontar? Devemos viver intensamente os prazeres do mundo já que somos finitos?

O Evangelho (Mt 25,1-13) o tema da prudência aparece como caminho para responde a tais questões. Jesus conta uma parábola aos discípulos comparando o reino dos céus com uma história de dez jovens noivas, que esperavam pelo noivo. Cinco destas jovens eram previdentes e possuíam óleo consigo para suas lâmpadas e cinco eram imprevidentes e não o possuíam e quando o noivo chegou não encontrou as que não estavam preparadas, pois precisavam do óleo para ascender às lâmpadas e acabaram renegadas. Mas, qual o sentido alegórico desta parábola? O noivo é Jesus, que virá ao encontro de todos nós. As noivas simbolizam o homem e a mulher de fé que devem estar sempre à espera do noivo. O óleo é a bondade, a mansidão, a misericórdia, o cuidado, o amor, a fé, a esperança, a caridade, a oração, a humildade, a pureza, a castidade que são as coisas necessárias para quem quer estar preparado para a chegada do noivo e as lâmpadas são o coração. O coração do homem deve estar cheio deste óleo sagrado, para assim, poder estar acesso, ou seja, iluminado para quando o Senhor vier. Jesus é o noivo, pois Deus quer instaurar uma relação de amor com a humanidade, mas estamos nos preparando para a vinda deste noivo amoroso? Estamos agindo com este “óleo” nas lâmpadas, que são os nossos corações? O Senhor nos diz: “ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia nem a hora” (Mt. 25, 12)

Diante da vinda do Senhor, ou da nossa ida a Ele, devemos antes de tudo ter esperança. Jesus, rosto da misericórdia, nos apresentou um Deus próximo, cuidadoso, compassivo, bondoso, que olha para o nosso esforço e nos ama infinitamente. A verdadeira postura do cristão frente à vinda do Senhor é a vivência. Eu preciso viver bem o dom que Deus me deu. Não sei se terei o amanhã, por isso, hoje devo amar de todo coração a minha esposa, devo abandonar as grosserias, o modo rude, áspero, devo parar de passar o dia todo trancado no escritório e passar um tempo com meus filhos. Devo amar meu esposo, procurar respeitá-lo, ter mais paciência, agir melhor para com ele, amar mais os meus filhos, respeitá-los, pedir perdão pelos meus erros. Só vivendo nossos dias com esta atitude de quem reconhece sua finitude, ou seja, só vivendo no e pelo amor não teremos medo da vinda do Senhor. Meu irmão e minha irmã não deixem para amanhã o amor que você pode dar a sua esposa hoje, a seu esposo hoje a seu filho hoje, não deixe para amanhã para pedir perdão por todos seus erros, não seja um cristão de verdade amanhã. Hoje é o dia de ser o melhor possível para Deus!

Marcus Vinicius Brito Pires de França. Pré-Noviço. OFM. Conventuais



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