Lançado em: 04-08-2018

Agosto, o Mês Dedicado às Vocações - Vocação Sacerdotal

Neste mês a Igreja celebra as vocações: sacerdotal, diaconal, religiosa, familiar e leiga. É um mês voltado para a reflexão e a oração pelas vocações e os ministérios, de forma a pedir a Deus sacerdotes que sejam verdadeiros pastores e sinais de comunhão e unidade no seio da Igreja.

Não fostes vós que me escolhestes; fui eu que vos escolhi …”
(Jo 15,16)

Instituído na 19ª Assembléia Geral da CNBB em 1981, o Mês Vocacional tem como objetivos conscientizar as comunidades da responsabilidade que elas compartilham no processo vocacional. Presente na maioria das paróquias, a Pastoral Vocacional tem buscado celebrar este mês com animação e criatividade tendo sempre por fim suscitar novas vocações.
Durante o mês cada domingo é reservado para a reflexão e celebração de uma determinada vocação

Primeiro Domingo – Vocações Sacerdotais – Dia do Padre

O sacerdote age em nome de Cristo e é seu representante dentro daquela comunidade. Ao padre compete ser pastor e pai espiritual para todos sob sua responsabilidade. Pela caridade pastoral, ele deve buscar ser sinal de unidade e contribuir para a edificação e crescimento da comunidade de forma que ela torne-se cada vez mais atuante e verdadeira na vivência do Evangelho.

O padre é um escolhido de Jesus. Pois foi Jesus quem disse: “Não fostes vós que me escolhestes, pelo contrário, fui eu que vos escolhi e vos designeis para ir e produzir muitos frutos” (Jo 15,16). É Jesus quem escolhe o padre e o envia em missão. Em nome de Jesus o padre se coloca a serviço da comunidade cristã. Ele age em nome de Jesus. Em nome de Jesus ele acolhe, perdoa, une a comunidade e a motiva a viver a fé.

Vocação Sacerdotal: Chamados na liberdade para conduzir os irmãos como pastor


Toda a vida do padre é serviço, é doação, entrega, é gratuidade. O padre não vive para si, mas em função da comunidade, do evangelho, de Cristo e do bem. A missão do padre é conduzir as pessoas ao encontro com Jesus. É ajudar as pessoas a libertarem-se do pecado e recolocá-las nos caminhos do bem. É construir pontes ou ser ele mesmo a ponte para ajudar a superar divisões e aproximar as pessoas umas das outras.

O padre faz a ponte entre o homem e Deus quando o ajuda a reencontrar o caminho, a libertar-se do mal, a criar relações dentro e fora de casa. Lembremo-nos de que em tempo de guerras, a primeira coisa que os promotores do mal fazem é destruir as pontes para impedir que as pessoas passem de um lado ao outro. Nesse sentido, o padre como homem do bem e da paz que visa promover a vida e o encontro, pode ajudar a todos a viverem a comunhão e a reconciliação; ele pode ser a ponte para facilitar a proximidade entre Deus e as pessoas e entre todos os seres humanos.

O padre tem a missão de unir as pessoas com Deus e entre si. Tem a missão de orientar, conduzir, animar, encorajar, organizar, motivar a comunidade cristã a celebrar a vida, a fé. Ele ajuda a comunidade a superar crises, obstáculos e a encontrar novos caminhos, novas saídas. Como Jesus, o padre caminha à frente da comunidade, a protege e a ampara.

É difícil ser padre hoje, diante de uma sociedade materialista na qual o dinheiro, o poder, a fama e o prestígio são elementos que têm muita força de sedução, mas que se contrapõem aos valores cristãos. O convite de Jesus é este: “Quem quiser me seguir renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”. Quem quiser seguir Jesus como padre tem que libertar-se de si mesmo e abraçar essa missão.

O padre é chamado a libertar-se de tudo que o prende, que o amarra ou o escraviza para, na liberdade, colocar-se a serviço do evangelho e do povo de Deus.

Por graça de Deus a missão do padre é construir comunidades. Ele ajuda as comunidades a celebrarem e a viverem sua fé. Com zelo, sensibilidade e dedicação ele ajuda as comunidades e a Igreja a ser o segundo lar para as famílias, tornando-se uma referência da paternidade e da bondade de Deus; acolhendo, aconselhando, abençoando e enviando a todos em missão no mundo.

Rezemos então, para que os padres vivam com alegria o seu sacerdócio e sejam fiéis à missão a eles confiada. Rezemos também para que os jovens se deixem cativar por Jesus e se coloquem à disposição dele, assumindo com generosidade a vocação sacerdotal. Precisamos de sacerdotes que sejam continuadores de Jesus no mundo para que o mundo seja melhor para todos!

Irmão Ernesto Coelho, CSsR



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