Lançado em: 26-10-2018

Bem Aventurado Boa ventura de Potência

Natural de Potência, região de Basilicata (Lucânia) situada na Itália meridional, Boaventura foi um jovem exemplar mesmo nos perigosos anos em que viveu no mundo, notabilizando-se pelo fervor religioso e pela pureza de costumes, que se lhe refletiam no rosto. Aos 15 anos tomou o hábito religioso entre os Frades Menores Conventuais. Após o noviciado e a primeira profissão, fez os estudos humanísticos e teológicos em diversos conventos, até ser ordenado sacerdote. Durante 8 anos teve como mestre espiritual o venerável Domingos de Muro Lucano.

Apesar da sua relutância em aceitar cargos de responsabilidade, em outubro de 1703 não conseguiu evitar ser nomeado mestre de noviços, cargo que desempenhou durante quatro anos. Em junho de 1707, encontrando-se no convento do Espírito Santo de Nápoles por motivos de saúde, esfalfou-se na assistência às vítimas da epidemia da cólera. Em 1710 foi destinado ao convento de Ravello, onde assumiu a direcção espiritual dos mosteiros de Santa Clara e de S. Cataldo.

Imitador fiel do Seráfico Patriarca, Boaventura zelava com especial cuidado o tesouro da pobreza, que brilhava num hábito cheio de remendos, numa cela pobrezinha e em todo o teor da vida. Embora a natureza o tivesse dotado dum temperamento fogoso e propenso à ira, com a graça de Deus e a sua força de vontade adquiriu uma paciência e mansidão admirável. Vítima de censuras, injustiças e injúrias, embora o sangue lhe fervesse nas veias, conseguia manter-se calmo, num completo domínio de si mesmo.

Para consigo usava uma austeridade inaudita. Às sextas-feiras, em memória da Paixão de Cristo, flagelava-se até derramar sangue. Para os outros, ao invés, era compassivo e compreensivo, dum modo especial para com os pobres e aflitos, a quem nunca deixava de prestar assistência. Como autêntico sacerdote de Cristo, o seu magistério era evangélico. Com o fervor da pregação convertia muitos pecadores, e às vezes ia procurá-los às sua próprias casas, como bom pastor à procura das ovelhas tresmalhadas. Passava no confessionário por vezes dias inteiros, sem conseguir dar vazão às filas de espera.

Como não podia deixar de ser, distinguiu-se também na devoção a Maria, e em todas as pregações convidava os fiéis à confiança e ao amor para com a Mãe do Céu. Não empreendia qualquer iniciativa sem a colocar sob a proteção da SS. Virgem. A Conceição Imaculada de Maria, embora na altura fosse apenas uma crença piedosa, considerava-a como uma verdade sobre a qual nenhum católico poderia duvidar. A sua vida foi por Deus Abrilhantada com singulares carismas e prodígios. Depois de 8 dias de doença, com o nome de Maria nos lábios, expirou serenamente em Ravello aos 60 anos, no dia 26 de outubro de 1711.



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