Lançado em: 11-02-2019

Quinto domingo do tempo comum - A palavra que transforma

Nesse domingo, a comunidade eclesial é convidada a obedecer a palavra de Jesus que transforma vidas. Pedro, escuta a voz do mestre e consegue atingir o resultado de uma boa pescaria, mesmo sendo em um horário improprio para pescar. Mas Ele acreditou na palavra de Jesus e reconhece que Ele é o Filho de Deus.
A liturgia desse domingo aponta que, assim como Isaías e Paulo, Pedro reconhece sua fraqueza. Mas, apesar dela, será grande pescador de gente, pois ele permite a experiência do encontro com a pessoa de Jesus, onde todo medo e ilusão desaparecerão. Assim, cada batizado é convidado a fazer essa experiência transformadora com a pessoa de Jesus.
Dom Anselmo chagas, OSB, comentando esse Evangelho, aponta que a pesca milagrosa ocorre junto ao mar. Neste sentido, para melhor entender, o mar no ideário Judaico era o lugar dos monstros, onde residiram os espíritos e as forças demoníacas que procuravam roubar a vida e a felicidade dos seres humanos.
Quando Jesus afirma que os seus discípulos vão ser pescadores de homens, significa que a missão do cristão é continuar a obra de Jesus em favor dos seres humanos, procurando libertá-los de tudo aquilo que rouba a dignidade de filhos e filhas de Deus. Mas também, trata-se de salvar os seres humanos de morrer afogado no mar da opressão, do egoísmo, do sofrimento, do medo, das forças demoníacas que impedem a felicidade reservada aos filhos e filhas de Deus.
O mar, ou agrupamentos de águas, também representa o lugar simbólico de Satã e das forças hostis a Deus. É provável que o lago de Genesaré simbolize o campo de batalha onde os discípulos devem lutar para exercerem, com a força da graça, o ministério dado por Jesus. Esse campo de combate, representado pela dificuldade da pesca e o reconhecimento de Simão como pecador, demostra as adversidades intimas, pois o pecado e a influencia do mal se manifesta por toda parte, aponta Dom Anselmo.
Nota-se que a pesca é feita durante a noite. A noite é o tempo das trevas, da escuridão; significa a ausência de Jesus. O resultado da ação dos discípulos, a noite, sem Jesus, é um fracasso. Por isso, com a chegada da manhã, da luz, coincide com a presença de Jesus, pois Ele é a luz do mundo. A presença dessa luz, a presença de Jesus no meio dos discípulos representa encontrar o verdadeiro caminho.
Com essa liturgia, a Igreja convida homens e mulheres a viverem uma vida orientada pelos ensinamentos de Jesus, pois muitas vezes, homens e mulheres vivem alienados, nas águas salgadas do sofrimento e da morte, num mar de obscuridade sem luz. A rede do Evangelho tira todos das águas da morte e conduz todos para a verdadeira luz que gera ações verdadeiras de amor, justiça e paz.

Pesquisado e escrito por Frei Fernando de Araújo,OFMcovn.



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