Lançado em: 17-02-2019

Sexto domingo do tempo comum - A esperança vem de Deus

Na realidade atual, a falta de esperança, de confiança em dias melhores se tornam algo muito natural. Para muitas pessoas, as coisas vão continuar do mesmo jeito e assim, a vida vai acontecendo. Mas para o cristão, essa realidade de morte não prevalece, pois ele confia na pessoa de Jesus Cristo vivo e ressuscitado. Ele está agindo no meio da comunidade que reze e proclame a fé no Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo.
O ponto de partida dessa busca de mudança de comportamentos e atitudes, é o ser humano abri seu coração para Deus. Confiar profundamente nesse Deus que ama e cuida e que comunica seu amor constantemente por meio de Jesus. Por isso, é feliz quem a Deus se confia. Confiar é entregar-se profundamente ao projeto de Deus e não confiar no poder, no dinheiro ou em prestígios, mas sempre se coloca a serviço do Reino como ensinou Jesus.
A liturgia desse domingo mostra que a comunidade reunida para celebrar a páscoa semanal é uma comunidade eleita de Deus, assim, Jesus chama a todos à decisão de fazer discípulo, discípula e abraçar verdadeiramente a salvação. O maior desafio hoje é fazer com que a dignidade da vida seja respeitada, pois esse é o projeto de Deus, porém a desigualdade social é enorme gerando uma exclusão gigantesca, por isso, os pobres são abençoados de Deus, são bem aventurados. No tempo de Jesus a pobreza era um grande desafio, ao começar pelos seus seguidores, os discípulos tinham carência de tudo. São pobres, nenhuma segurança, nenhuma propriedade, não possuíam nada, mas eles oferecem a verdadeira riqueza Jesus Cristo Filho de Deus.
O mundo sonha com o progresso, com o poder, com o futuro, os discípulos sabem do fim, do Juízo e da vinda do reino dos céus, para qual o mundo não está nada apto. Por essa razão, os seguidores, seguidores de Jesus são estranhos no mundo, hospedes indesejáveis, perturbadores da paz dos poderosos. Jesus se volta com carinho para aqueles que acreditam, nas linhas fundamentais da vida humana, do bem e da justiça. Conscientes de uma situação adversa, que é rejeitada por Deus com o autor da vida, os pobres lutam esperando a utopia do Reinado de Deus, pois a única esperança é confiar em Deus.
Refletindo esse Evangelho, Lucas apresenta uma prova cabal do testemunho cristão diante dos diversos desafios. A comunidade cristã tem esperança em dias melhores, acredita profundamente na ação de Deus e proclamam com toda fé a chegada do Reino de Deus.
É importante notar que depois de rezar na montanha, Jesus desce, e lá onde se encontra a grande multidão de excluídos, ele faz o sermão de planície, para todos, indistintamente, de raça, sexo, posição social e condição espiritual. Todos estão incluídos, pois na planície todos poderiam se locomover. Lucas apresenta que, o povão iam ao encontro de Jesus, ou seja, a grande massa, e essa massa eram portadores de espíritos impuros, de enfermidades de problemas, pois isso, o sermão de planície apresenta à proximidade de Jesus com os pobres, com o povo rejeitados pelos poderosos, porque Jesus é o Filho de Deus que conduz o povo simples pela planície da vida, pois esse povo tem a sua riqueza e confiança em Deus.

Pesquisado e escrito por Frei Fernando de Araújo,OFMconv.



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