Lançado em: 20-03-2019

Cronicas Franciscanas - A Maneira Franciscana de Amar

Muitos estudiosos da vida de São Francisco falam que ele era um homem que soube viver dentro de uma liberdade. Mas essa liberdade só aconteceu porque descobriu à força do amor. Um amor encarnado na pessoa de Jesus Cristo. Pois a verdadeira liberdade só acontece dentro da dinâmica do amor.

Agostinho Gemelli, OFM, no seu livro o Franciscanismo apontou que, São Francisco possuiu uma capacidade de amar superior ao comum não só dos seres humanos, mas até dos santos. O seu amor já demonstrava o grau de santidade, pois o amor é fazer-se semelhante ao Divino Mestre. Afirmar que o amor é seu característico é dizer pouco, porque não existe santo, não existe ordem religiosa que não tome a si este caráter, que é fundamental do Cristianismo.

O modo de amar de São Francisco é confiança e é renúncia que se expandem em ação e em pobreza. Francisco foi o homem da ação, pois procurou partilhar esse amor de Deus entre os seus irmãos. Amor que fazia ter este cuidar do semelhante como uma mãe que cuida o do seu filho. Amor que fazia a verdadeira festa nas pequenas coisas, pois o santo de Assis em todo os

momentos de sua vida entendeu muito bem a manifestação do amor de Deus que deveria ser sempre celebrada e partilhada. Também, esse modo de amar de Francisco fez ele renunciar a todos as suas vontades, vaidades para conseguir a liberdade para amar exclusivamente o Senhor. Pois a dimensão evangélica da pobreza é renunciar a própria vontade, para fazer a vontade do Pai que convida a vivenciar o seu amor na pessoa do seu Filho.

Amando desse modo concreto, a devoção de São Francisco se dirige especialmente à humanidade do Filho de Deus, sobretudo onde esta mais sofreu e se humilhou que foi em Belém, no Calvário, na Eucaristia. Porque Francisco vai perceber que em Belém, no calvário e na Eucaristia o amor de Deus se concretize e mostra a importância do ser humano para Deus, pois por meio desses elementos espirituais o Senhor habita definitivamente os corações dos homens e mulheres de boa vontade.

Francisco se incendiou tanto nesse amor que o sobrenatural se tornou para ele sensível. Trouxe no seu corpo sinais de Jesus Crucificado, que foram para ele arras do seu amor e para seus filhos atestado de sua santidade. Além disso, esse seu modo de amar, ele se dedica ao serviço da Igreja, certo de que a Igreja nasceu de Cristo, do qual constituiu o Corpo Místico.

Gemilli aponta que até nas suas manifestações de amor divino percebe-se a tendência de São Francisco ao realismo, pois Francisco foi um homem que viveu, dentro de sua realidade dentro de uma cultura e fazendo que essa realidade entendesse o amor humanizado ensinado por Jesus. O seu realismo, entretanto, não é o do cientista mas o do artista; isto é, o seu amor suscita a imaginação criadora e, em consequência, as suas orações se transformaram em cânticos e suas contemplações em cenas dramáticas, como o presépio. Esta visão concreta condiz necessariamente à ação, quer dizer à realização de obras, sejam obras de caridade para aliviar os que sofriam, sejam obras missionárias para converter os incrédulos. Na ação, como em um resultado dinâmico, se fundem todos os contrastes de estupenda natureza de São Francisco de Assis.

 

Pesquisado e escrito por Frei Fernando de Araújo,OFMconv.



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