Lançado em: 02-04-2019

Quarto domingo da Quaresma - A força da misericórdia

Nesse quarto domingo da Quaresma, a Igreja convida todos os fiéis a entenderem a força da misericórdia que gera vida nova. Por isso, papa Francisco insiste que Deus é fonte da misericórdia e não cansa de perdoar o seu filho e filha que toma consciência que rompeu a comunhão com o Pai, porque é preciso se deixar transformar pelo amor no encontro com a pessoa de Jesus Cristo.

No Evangelho desse domingo, Lucas mostra como Deus age com seus filhos e filhas. Deus sempre mantém um diálogo de amor com seus filhos e filhas. Um diálogo que mostra a profundidade do mistério de sua misericórdia. Com ternura, Deus vai ao encontro dos seus filhos e não prefere a palavra pecador, mas filho representado pelas palavras do Pai na parábola do filho pródigo. Porque a preocupação do Pai do Céu é que seus filhos estejam seguros de todo o perigo e continue sua fidelidade ao seu projeto.
Depois, do retorno do filho mais novo a casa, pai toma algumas atitudes importantes para mostrar para o filho que sua dinâmica é do amor. Depois de um tempo de sofrimento e penúria, esse filho toma consciência de sua atitude errada e inicia um processo de conversão e sua primeira atitude é pedir perdão ao Pai que, manda vestir nele a melhor túnica que é associada ao novo estado de vida em que o pai reintegra o filho e inicia uma nova fase de sua vida. Assim, é a comunidade cristã que celebra a cada domingo a Eucaristia como sinal de uma nova vida em Cristo Jesus.

,O Pai pede também que coloque o anel no dedo do filho para indicar que aquele filho é novamente investido. Pois o anel constitui um símbolo de vinculo e de união. O filho é restabelecido na comunhão plena com o pai e participa da sua autoridade.
As sandálias era um privilegio dos homens livres, porque os presos de guerra e os escravos caminhavam descalços, assim, o filho é, reintegrado no seus antigos direitos. Também o Pai pede para preparar um banquete que constitui uma alusão ao banquete de carnes gordas indicados para a aliança entre Deus e a humanidade. Porém, é importante destacar que com a vinda do verbo Encarnado, Deus fez sua aliança definitiva com a humanidade.

Ser cristão é ter amor verdadeiro que faz toda diferença na comunidade. É preciso assumir com sinceridade e boa vontade a lógica do perdão entre os irmãos e irmãs e ter o empenho para que a comunidade viva a experiência da fraternidade e do amor-serviço.
A comunidade cristã mostra não ter outra perspectiva senão o perdão, como o praticou e ensinou Jesus. Perante Deus Pai, a comunidade percebe que sua regra de vida é o amor e o perdão que salva vidas.
Em todo momento, Lucas mostra com todo o relevo pedagógico possível como Deus quer a vida e, as coisas. Para Ele, nada é desprezível. Essa pedagogia divina se contrapõe a todo o comportamento triunfalista, que se contenta com o que sobra, sem se preocupar com o que se perdeu.

Por isso, nesse Evangelho do Quarto Domingo da Quaresma apresenta três figuras que simbolicamente desempenham um ensinamento comportamental magnífico. O filho mais novo representa o paganismo, aqueles povos fora da lei, que não tiveram lei, mas que ao tomarem conhecimento da revelação em Jesus Cristo se convertem e voltam para a fé, para a prática da justiça e do Evangelho. O filho mais velho personifica os fariseus, orgulhosos por serem cumpridores da lei. O pai, apesar do protesto do filho mais velho, não hesita em fazer festa com o retorno do filho perdido. Mantém sua soberania, sua autonomia e não deixa influenciar pelo sentimento mesquinho de seu filho mais velho. Assim é a Igreja, mãe que ama e educa por meio do amor e perdão.

Pesquisado e escrito por Frei Fernando de Araújo,OFMconv.



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