Lançado em: 02-07-2019

Vaticano: Beato John Henry Newman vai ser canonizado a 13 de outubro

O Papa vai canonizar a 13 de outubro o Beato John Henry Newman (1801-1890),

cardeal inglês convertido do Anglicanismo, considerado como
uma referência da vida eclesial no século XIX.

A decisão foi anunciada hoje pela Santa Sé, após o Consistório Ordinário Público (reunião de cardeais) a que o Papa presidiu, na Sala Clementina, no Vaticano.

Francisco vai ainda canonizar a irmã Dulce Lopes Pontes, religiosa brasileira; Giuseppina Vannini, fundadora das Filhas de São Camilo; Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, fundadora da Congregação das Irmãs da Sagrada Família; e Margherita Bays, da Ordem Terceira de São Francisco de Assis

O decreto que reconheceu um milagre atribuído ao cardeal inglês foi publicado a 13 de fevereiro, pelo Vaticano, após uma audiência concedida por Francisco ao cardeal Angelo Becciu, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos.

John Henry Newman foi beatificado por Bento XVI a 19 de setembro de 2010, em Birmingham (Reino Unido); a sua festa litúrgica celebra-se anualmente a 9 de outubro, data que assinala a conversão do anglicanismo ao catolicismo, em 1845.

Forte influência na vida e pensamento de Joseph Ratzinger, Newman é reconhecido como um escritor, pregador e teólogo, a que James Joyce apelidava o “maior dos escritores ingleses em prosa”.

Nascido em Londres a 21 de fevereiro de 1801 e falecido a 11 de agosto de 1890, John Henry Newman foi uma das figuras principais do Movimento de Oxford, que procurava aproximar das suas raízes a Igreja Anglicana da Inglaterra, na qual era clérigo.

Após a sua conversão foi ordenado padre católico em Roma, no ano de 1847, e encorajado pelo Papa Pio IX regressou à Inglaterra, onde fundou o oratório de S. Filipe Neri.

Escritor prolífico, como recordava o Vaticano na biografia oficial da beatificação, Newman abordou diversas matérias com destaque para a relação entre fé e razão, a natureza da consciência e o desenvolvimento da doutrina cristã, obras que lhe valeram grande reconhecimento do mundo católico e que influenciaram mesmo o Concílio Vaticano II, nos anos 60 do século XX.

Em 1879, com 78 anos de idade, foi criado cardeal por Leão XIII.

A sua autobiografia espiritual “Apologia pro vita sua” (1864) é vista por muitos como a maior obra do género desde as “Confissões”, de Santo Agostinho.

Em 2018, na Missa Crismal (Quinta-feira Santa), o cardeal D. António Marto evocou em Leiria o cardeal Newman como “um grande exemplo”: “Distinguiu-se não só pela piedade e moralidade, mas também pela inteligência espiritual da modernidade, sabendo julgar o que tinha de bom e de mau, dar razões da própria fé e estabelecer um diálogo cordial com a sociedade e a cultura”.

Além do cardeal inglês, o Papa aprovou o decreto que reconhece um milagre atribuído à intercessão da Beata Maria Teresa Chiramel Mankidiyan (1876-1926), religiosa indiana que fundou a Congregação das Irmãs da Sagrada Família.

A canonização, ato reservado ao Papa desde o século XIII, é a confirmação, por parte da Igreja Católica, que um fiel católico é digno de culto público universal (os beatos têm culto local) e de ser apresentado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.

 

Cidade do Vaticano, 01 jul 2019 (Ecclesia)



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