Lançado em: 20-03-2020

Irmãs de clausura

Irmãs de clausura, ensinem-nos o sentido da espera

Garantam-nos que se pode viver com pouco e mesmo assim viver na alegria, o espírito não pode ser aprisionado, e quanto mais estreito for o espaço mais amplos serão os céus. Palavras de dom Arturo Aiello, bispo de Avellino, na sua carta às Irmãs de clausura em tempos de Coronavírus

O que as irmãs de clausura podem nos ensinar em tempos de Coronavírus? De um momento para outro estamos todos reclusos em nossas casas, sem preparação, somente com o instinto da preservação e do bom senso cívico de proteção de todos os nossos irmãos mais frágeis, sabendo que também nós podemos ser atingidos pelo vírus, que já dizimou milhares de pessoas em todo o mundo.

Na Itália, estão sendo feitas várias iniciativas para pedir oração e orientação às religiosas de clausura que vivem sempre o que estamos passando neste momento, ou seja, reclusos em nossas casas, pensando, trabalhando, tentando sempre ser otimistas, positivos, mas com o passar dos dias é sempre mais árduo o caminho. O entusiasmo inicial da “novidade”, pode dar lugar a indícios de impaciência, e isso deve ser aplacado, atenuado.

As religiosas podem nos ajudar!

As religiosas podem nos ajudar! Esta é a certeza do bispo da cidade de Avellino, Dom Arturo Aiello, que convidou publicamente as monjas de clausura, pedindo suas orações neste tempo de perigo e dificuldade para as nossas comunidades que sofrem pela difusão do Covid-19.

Da sua resistência na intercessão depende a nossa resiliência

Ensinem-nos a arte de viver contentes com nada, em um pequeno espaço, sem sair, mas cheios de viagens interiores que não precisam de aeronaves e trens”. O bispo escreve ainda “pedimos o encorajamento necessário para entender que o espírito não pode ser aprisionado, e quanto mais estreito for o espaço mais amplos serão os céus.

A arte do silêncio

Com fervorosa invocação Dom Aiello continua: Garantam-nos que se pode viver com pouco e mesmo assim viver na alegria, devolvam-nos o prazer das pequenas coisas ,digam-nos que podemos ficar juntos sem estarmos aglomerados uns aos outros, corresponder de longe, beijar sem nos tocarmos, conceder a carícia de um olhar ou de um sorriso, simplesmente olharmo-nos.

Dom Aiello pede também às irmãs de clausura para que ensinem a todos a arte do silêncio e da espera,  educar todos a fazerem as coisas lentamente, com solenidade, sem correr, prestando atenção aos detalhes porque cada dia é um milagre, cada encontro um dom.

A vocês, mestras da vida reclusa e feliz – conclui a carta do bispo – confiamos a nossa fragilidade, os nossos medos, os nossos remorsos, as nossas faltas com Deus que está sempre nos esperando. Vocês que recebem tudo em suas orações e em troca restituem alegrias e dias de paz.

 https://www.vaticannews.va/

 



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