Lançado em: 06-05-2017

A primeira aparição de Nossa Senhora, a 13 de maio de 1917 - II parte

DEPOIS DA APARIÇÃO, NA CASA DA FAMÍLIA MARTO

Depois da maravilhosa aparição, as crianças reuniram os seus rebanhos e regressaram a casa. Diz Lúcia: “combinei com os meus primos não dizer nada a ninguém” (Lúcia, 8.07.1924).
Seis anos depois das aparições, Olímpia de Jesus ainda se recordava bem da euforia com que a sua filha mais nova a recebeu, à porta da sua casa: “A Jacinta, muito alegremente, abraçou-se a ela, o que não costumava fazer, e disse: ‘Ó minha mãe, vi hoje Nossa Senhora na Cova da Iria’. A Mãe retorquiu: ‘Não acredito! És uma boa santa para veres Nossa Senhora!’. A pequena mostrou-se um pouco triste e insistiu: ‘Acredite, minha mãe’. Tinha então sete anos. Isto passou-se ainda na rua, à porta de casa. En¬traram, e logo ela disse: ‘Minha mãe, vou rezar o terço com o Francisco, que foi o que Nossa Senhora mandou que nós fizéssemos’. A mãe deixou-os ir rezar. Depois de terem rezado, a criança, voltando-se para a mãe, disse: ‘Minha mãe, tem que rezar o terço, todos os dias!’. ‘Não é esse o costume’, observou a mãe. ‘Então, vou agora rezar o terço?!’. ‘Reze, minha mãe, reze!’, tornou a filha com intimativa […]. O Francisco disse que via a Senhora a mexer os beiços, abrir as mãos e fechá-las, mas não ouvia as suas palavras. Disse a Jacinta que a Senhora só falava com a Lúcia. A Lúcia disse que via uma mulher muito bonita, com um resplendor ao cabo da cabeça, que cegava.

No princípio da aparição, quan¬do a Lúcia dizia que via Nossa Senhora, o Francisco, não vendo nada, aconselhou a prima a atirar--lhe com uma pedra, e a Lúcia disse à Senhora: ‘Então vossemecê é Nossa Senhora do Céu, e o Fran¬cisco não a vê?’. Já a Senhora lhe tinha dito que era do Céu. Nossa Senhora disse à Lúcia: ‘Diz-lhe que reze o terço e já me verá’. O pequeno contou que, então, meteu a mão no bolso do colete, onde tinha as contas da missa, e começou a rezar e, quando tinha seis ou sete Ave-Marias rezadas, já via a Senhora e não pôde rezar mais” (Olímpia de Jesus, 28.09.1923).

No mesmo dia, o marido, Manuel Pedro Marto respondeu: “Encontravam-se um cunhado [António da Silva] e um sobrinho [António da Silva] e todos ou quase todos os filhos, incluindo o Francisco e a Jacinta, que já tinham contado à mãe o que se havia passado. Estavam a cear, quando a mãe pergun¬tou novamente à Jacinta o que tinha presenciado […]. O Francisco, interrogado, igualmente, mais uma vez, pela mãe, disse que também tinha visto a Senhora, que, a princípio, a não vira e que a Se¬nhora tinha dito que havia de aparecer, seis meses a seguir” (Manuel Marto, 28.09.1923).
Maria Rosa, mãe da Lúcia, declarou: “Em 1917, no dia 13 de Maio, a Lúcia não disse nada em casa do que se tinha passado na Cova da Iria. No dia seguinte, a mãe ouviu dizer a umas vizinhas que tinham per¬guntado à filha o que é que ela tinha visto. Julgou que se referiam ao ano anterior e ficou admirada de falarem em coisas tão antigas. Elas disseram que tinha sido na véspera, e que o Francisco e a Jacinta tinham dito tudo, em casa […]. Continuou a não ligar importância ao que se contava. As duas filhas, Maria dos Anjos e Carolina, interrogaram a Lúcia sobre os acontecimentos da véspera e foram para casa e disseram que realmente a irmã tinha visto alguma coisa. Por fim, a mãe perguntou-lhe tam¬bém o que vira. Ela disse que via uma mulherzinha muito bonita, que o vestido que trazia era todo branco; que à pergunta – donde era – apontara para o Céu, dizendo que era de lá, e que tendo-lhe perguntado se não iam para o Céu o Francisco e a Jacinta e ela Lúcia, a aparição respondeu que sim. A mãe, ao ouvir estas palavras, exclamou:
‘Que felizes que vocês são!’ Disse a Senhora que queria que fossem lá, seis meses a fio, e que, por fim, diria o que queria” (Maria Rosa, 28.09.1917).

Manuel António de Paula, de Boleiros referiu que no dia 13 de Setembro de 1917, tinha ido a casa da Lúcia e tinha perguntado a Maria Rosa, que respondeu que a filha, depois da primeira aparição, foi para casa à noite e que lhe disse ter visto Nossa Senhora na Cova da Iria. Não quis acreditar, porque a filha não era o que ela desejava que fosse, com méritos para ver Nossa Senhora. Quis bater-lhe. A Lú¬cia com medo dela, começou a dizer, por fora, o que se passava e não queria contar à mãe mais nada. Como a mãe soubesse, disse-lhe: ‘Então tu andas a dizer por fora, que Nossa Senhora te aparece e a mim não me dizes nada?’. A pequena respondeu: ‘Então, a minha mãe queria-me bater!’” (Manuel Paula, 28.09.1923).

Nos Apelos da Mensagem de Fátima (1997), a Irmã Lúcia faz um comentário longo sobre o pedido da oração diária do terço, feito por Nossa Senhora, no dia 13 de Maio de 1917, e aproveita para fazer uma descrição completa da primeira aparição. “Nossa Senhora termina a sua Mensagem, desse dia 13 de Maio de 1917, dizendo: ‘Rezem o terço, todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra’” (Irmã Lúcia, Apelos, 1997).

No último escrito, Como vejo a Mensagem, já referido, a Irmã Lúcia faz ainda mais uma consideração sobre o significado da escolha do dia 13: “Por que terá Deus escolhido o dia 13? Não sei, mas, pela vida além, nas minhas meditações, tenho pensado muito neste pormenor e perguntado a [mim] mesma: que signifi¬cado poderá ter a escolha do dia 13? Sem saber como responder-me, um dia pensei: Não será que significa o mistério da Santíssima Trindade – ‘Um só Deus, em três Pessoas distintas, Pai, Filho e Espírito Santo’? E fiquei meditando nesta ideia […]: Será este o sentido que Deus lhe quis dar? Não sei, mas para mim, foi como que o reflexo de uma nova luz”. (Lúcia, Como vejo a Mensagem, 2006).

 



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