Santa Eustochia Calafato (1434-1485) 19 de Janeiro

Inflamada de amor pelo seu Esposo Celeste, ligou-se a ele especialmente no mistério da Paixão. Fez de Jesus o respirar de sua vida, dia e noite o quis amado pelas suas coirmãs, para as quais concebeu o desejo de uma vida de total dedicação à pobreza absoluta. Inspirada pelo movimento de reforma franciscana do ramo observante na Sicília, desejava conformar a sua vida no espírito da Regra própria de Santa Clara. Filha de uma rica e nobre família messinense, Esmeralda Calafato nasceu na pequena aldeia chamada Anunciata, a poucos quilômetros de Messina, no extremo sul da Itália (ilha da Sicília) aos 25 de março de 1434, quinta-feira santa. Seu pai, Bernardo, nobre da Catânia, era um rico comerciante entre o oriente e as terras do baixo Mediterrâneo, a serviço do rei Afonso V de Aragão e da Sicília. A mãe, Mascalda Romano, representante da aristocracia romana, era de ótimas virtudes cristãs, de profunda oração e de um amor generoso para com os doentes e os pobres. Esmeralda foi a quarta dos seis filhos de Mascalda e Bernardo. Cresceu seguindo o exemplo da mãe, desenvolvendo desde cedo um espírito inquebrantável de oração, sacrifício e penitência. Dedicava-se aos pobres com amor, vendo neles o rosto do próprio Cristo. Foi educada pela mãe no espírito de oração e piedade, no amor generoso para com os pobres e doentes na vida penitente. Seu pai, como comerciante, muito seguidamente se ausentava de casa, em suas viagens de comércio entre o oriente e as terras do baixo Mediterrâneo e numa de suas viagens chegou a ficar fora de casa cinco anos.

Os irmãos maiores, Antônio e Baldo, e o pai, sonhavam Esmeralda bem colocada no mundo e, através de um ato jurídico, aos 11 anos de idade prometeram-na como esposa, ainda com onze anos, a um viúvo de trinta anos, comerciante como eles, entre os países do oriente próximo e os do Mediterrâneo. A morte prematura do noivo, fez retornar a serenidade ao coração de Esmeralda aos treze anos. Ela relutava diante da ideia das núpcias terrenas, sua aspiração era a vida claustral. Mais uma vez os dois irmãos, na ausência do pai contrataram casamento, sem sua aprovação. Sua fervorosa oração na noite anterior ao encontro com o futuro marido, obteve-lhe a liberdade para realizar seus planos. Deus dispôs os acontecimentos de modo que seu noivo repentinamente teve de partir para regiões longínquas, com a previsão de uma longa ausência. Assim, depois de ter suportando longas e duras lutas, por causa da resistência do pai e dos irmãos, pode realizar seu anseio de vida franciscana com quinze anos, ao final de 1449, um ano depois da morte do pai. Ingressou no Mosteiro de Clarissas urbanistas de Basicó, em Messina; era um patronato régio, que acolhia as jovens de família nobre não destinadas às núpcias, e nem sempre chamadas por inspiração divina. Lá Esmeralda recebe o nome de Irmã Eustóchia.

Inflamada de amor pelo seu Esposo Celeste, ligou-se a ele especialmente no mistério da Paixão. Fez de Jesus o respirar de sua vida, dia e noite o quis amado pelas suas coirmãs, para as quais concebeu o desejo de uma vida de total dedicação à pobreza absoluta. Inspirada pelo movimento de reforma franciscana do ramo observante na Sicília, desejava conformar a sua vida no espírito da Regra própria de Santa Clara. Foi fiel imitadora de São Francisco e de Santa Clara. A fama de santidade de Eustóquia e os milagres que realizou já em vida atraíram-lhe a estima e o afeto do povo messinense, perdurando nos séculos. Em 1482, morreu a mãe de Santa Eustóquia, que ingressara na escola da filha em 1464. No seguinte ano morre também Margarida, sua irmã, que na Ordem tomara o nome de Francisca (19 de novembro de 1483). Morreu a 20 de janeiro de 1485, depois de sérios períodos de enfermidade, em que procurou identificar-se profundamente com os sofrimentos de Jesus em sua paixão. E floriram em torno ao seu corpo ainda incorrupto, favores e graças, mesmo extraordinárias, até os nossos dias. Foi beatificada por Pio VI em 1782, e canonizada por João Paulo II em 12 de junho de 1988. Seu corpo permaneceu incorrupto na igreja do Mosteiro Montevirgine em Messina. Foi canonizada a 11 de junho de 1988 pelo Papa João Paulo II, na própria cidade de Messina. Celebramos sua festa no dia 20 de janeiro.