Na bula de canonização de Santa Clara de 1255, encontramos essas belíssimas palavras do Papa Alexandre IV : “Nem é de admirar, porque uma luz tão acesa, tão luminosa não podia esconder-se, deixando de brilhar e de dar uma clara luminosidade na casa do Senhor. Nem poderia fechar-se um vaso de tantos aromas, deixando de perfumar e de impregnar com suave odor a mansão do Senhor. Mais, como quebrou com dureza o alabastro de seu corpo no estreito recinto da solidão, o ambiente da Igreja ficou totalmente repleto com o odor de sua santidade. Alegre-se, então, a Mãe Igreja, que gerou e educou essa filha que, como genitora fecunda de virtudes, produziu com seus exemplos muitas discípulas da religião, formando-as para o serviço perfeito de Cristo com perfeição. Alegre-se também a alegre multidão dos fiéis, porque o Rei e Senhor dos céus levou com glória para o seu alto e preclaro palácio a sua irmã e companheira, que Ele havia escolhido como esposa.”
Clara, Mulher Eclesial, foi admirada pelos Pontífices de sua época, e sempre exortou suas filhas, presentes e futuras, a permanecerem fiéis a Santa mãe Igreja: “Por isso, de joelhos dobrados e prostrada de corpo e alma, recomendo todas as minhas Irmãs atuais e futuras à santa mãe Igreja Romana, ao Sumo Pontífice…Sempre
submissas e subordinadas aos pés da mesma santa Igreja, firmes na fé católica, observemos para sempre a santa pobreza e humildade de Nosso Senhor Jesus Cristo e de sua santíssima Mãe e o Santo Evangelho, que prometemos firmemente.”
O Papa Francisco nos exorta: “ É a Igreja que nos traz Cristo e que nos leva a Deus; a Igreja é a grande família dos filhos de Deus. A Igreja é nossa mãe; por isso devemos amá-la, mesmo quando vislumbramos no seu rosto as rugas da fragilidade e do pecado, e devemos contribuir para a tornar cada vez mais bela e luminosa, para que possa ser um testemunho do amor de Deus no mundo.”


