A história dos inícios não foi absolutamente algo fácil para Santa Clara, Fundadora da Segunda Ordem Franciscana, sobretudo no que se refere ao carisma da radical pobreza evangélica, que só vê aprovado definitivamente com a sua Forma de Vida, dois dias antes de morrer.

Durante longo tempo mantivera vivo o ideal e sua realização, através de bulas pontifícias que lhe davam o “direito” de ser pobre e de nada possuir. É o Privilégio da Pobreza, outorgado a Clara por Inocêncio III em 1218 e depois ratificado por outros Papas.

Várias Regras se sucederam e após a morte de Santa Clara mais outras duas: a do Papa Urbano IV e a de Isabel da França. Com uma tal variedade de Regras, com suas diferentes observâncias e costumes, os Mosteiros independentes eram muito diversificados. Depois de uma certa época, a Igreja passou a aprovar para as novas fundações somente a vivência da Regra de Urbano IV, que tentou impor e a da Forma de Vida de Santa Clara. Entretanto, sempre houve uma tendência crescente dos Mosteiros de pedirem a aprovação da Forma de Vida de Santa Clara e isso se intensificou nos últimos séculos.

As Clarissas, são membros de uma Ordem Contemplativa claustral, possuem paradoxalmente, desde a sua fundação em 1212, uma interessante característica missionária de estabelecer-se em lugares de fronteira e de vanguarda. Assim ocorreu já nos inícios, com fundações em territórios que estavam sendo tomados pelos muçulmanos, no Oriente Médio, na Polônia e Espanha, onde muitas Clarissas morreram martirizadas, sendo também proclamadas bem-aventuradas pela Igreja.

ATUALMENTE....

As Clarissas chegam a vinte mil no mundo, em 986 Mosteiros. Permanecem nove denominações de Clarissas, conforme a Regra ou as Constituições que observem: Clarissas (com a Forma de Vida de Santa Clara), as Clarissas Urbanistas, Clarissas Coletinas, Clarissas Capuchinhas, Clarissas Sacramentinas, Clarissas da Adoração Perpétua (com a Regra de Santa Clara ou com a de Urbano IV), Clarissas Capuchinhas Sacramentinas e Clarissas da Divina Providência.