Lançado em: 23-09-2017

Homilia do XXV Domingo do Tempo Comum.

Louvado seja o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo! Paz e Bem!Amados irmãos e irmãs, estamos no vigésimo quinto domingo do Tempo Comum. A liturgia da Palavra de hoje nos convida a conversão, devemos retornar a Deus e para isto é preciso dar a Ele nosso coração, nossa vida para assim aderir ao projeto de salvação que o Pai tem para nós.

A Primeira Leitura (Is 55,6-9) nos apresenta a exortação do profeta ao povo de Israel. O livro de Isaías é escrito durante o grande exílio de Israel, que fora escravizado por ter se afastado de Deus, ter aderido ao culto a deuses pagãos, aceitado oferecer sacrifícios aos falsos deuses. Israel rompeu a aliança feita com seu Deus e, por isso, acabou escravizada. Mas, Deus não abandona seu povo, Ele é fiel, mesmo nós não o sendo, Ele vem a o nosso encontro. Isaías, no trecho da liturgia de hoje, quer recordar ao povo que, mais importante do que ser reconduzido a sua terra, é voltar-se para Deus. O homem pode possuir todos os bens, mas se, sua em sua vida não procurar a conversão todos os dias, fraquejamos e nos tornamos vazios.

É preciso buscar o Senhor, abandonar nossas práticas que não condizem com a fé que aderimos. Servir a Deus nos requer esforço, renúncia, não adianta termos fé em nossos lábios se as nossas práticas revelam o contrário. Devemos amar o Senhor mais com obras do que com palavras, mais com o testemunho do que no que dizemos. Deus quer o nosso coração, quer nos trazer alegria, paz e a salvação realizada no sacrifício de Cristo na cruz. Precisamos ter esta consciência de fé, nossa vida deve revelar Cristo as pessoas, deve revelar que em meio aos problemas do mundo, a única solução continua sendo a cruz de Jesus.
Muitas vezes, em nossos lares, queremos a conversão dos outros. Somos categóricos ao afirmar: “você precisa de conversão!”. É sempre o outro que precisa mudar, que precisa melhorar, abandonar sua conduta, se aproximar de Deus, rezar mais, ser um pai melhor, um filho melhor, uma esposa melhor. Sempre olhamos para o outro, falamos do outro, acreditamos que quem deve mudar é o outro, entretanto, qual é a nossa prática de fé? Estamos procurando o Senhor? Estamos amando-o com gestos, com o testemunho diário? Nossa casa é o lugar por excelência em que o Senhor é amado, é adorado? Como está a nossa caminhada? Paremos de olhar para o outro, para os outros, olhe para você, para sua vida em Deus, como ela está sendo vivida? Qual seu testemunho dentro da sua casa? É preciso que a nossa vida seja reflexo da vida de Cristo para que assim, nossos lares se tornem local de oração.

A Segunda Leitura (Fl 1,20c-24.27a) nos apresenta o relato do Apóstolo Paulo na prisão. É um grande testemunho de fé que deve nos impulsionar na prática do bem, no amor a Deus e ao próximo. Paulo chega a tal ponto de entrega a Deus que, para ele, a morte não é um problema, sua vida é Cristo. Por isso o apóstolo exclama: “Pois para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro”. (Fl 1,21). Está frase tão bela das Escrituras é dita, tantas vezes, da boca para fora por nós. Ter o viver em Cristo não é brincadeira, não é privilégio, ser cristão não é fácil, todos os dias somos tentados a deixar a nossa fé, mas se temos a certeza que o nosso viver é Cristo, sabemos suportar essas dificuldades, vencer as tribulações, perseverar diante das dores e incertezas do caminho.

No Evangelho (Mt 20,1-16a) Jesus conta uma parábola sobre o Reino de Deus e nos ensina sobre a misericórdia. Na mesma, o Senhor diz que um patrão saiu e começou a contratar trabalhadores para a sua vinha e prometeu como salário uma moeda de prata. Este patrão continuou a buscar trabalhadores e contratou-os em diferentes momentos do dia, quando foi pagar os que trabalharam antes acharam que receberiam mais. Estes reclamaram: “Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro”. (Mt 20,12).

Nós, muitas vezes, somos como esses trabalhadores, queremos uma recompensa maior, nos achamos merecedores de glórias, de riquezas, de honrarias, porque estamos na Igreja a mais tempo, porque começamos a trabalhar nas pastorais há anos, porque servimos a Deus desde a infância. Esta é uma mentalidade que fere o Evangelho, é a mentalidade do egoísmo, da busca por poder, por estima pública, quando pensamos assim estamos dizendo que a nossa fé depende daquilo que recebemos, é um comércio que instauramos com Deus. Devemos, diariamente, renunciar a esta mentalidade, tudo vem de Deus é graça, é misericórdia, se fomos chamados desde o começo, louvemos ao Senhor por isso, por estamos na melhor parte, que é servi-lo desde cedo, nos sintamos não privilegiados, mas sim, chamados a uma missão.

Também podemos ser estes trabalhadores de última hora. Quantos de nós ainda nos achamos sentados à beira do caminho? Quantos ainda não aderiram ao projeto de Deus? A quantos faltam trabalhar na vinha do Senhor? Muitos se sentem indignos, despreparados, sem condições, mas devemos nos recordar que é o Senhor que nos chama, que nos convida. Há lugar para você na Igreja, há espaço para que você ponha em prática os seus dons. A Igreja não é uma comunidade de perfeitos, mas sim de pecadores necessitados de misericórdia, por isso, há lugar para você. O Senhor nos chama e nos dará uma só recompensa: o céu. É isto que Deus quer nos dar a salvação, a misericórdia, a vida nova, voltemos para Deus, pois só Nele seremos felizes.

Marcus Vinícius França. Pré-Noviço. OFM. Conventuais

 



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