Lançado em: 16-12-2017

Louvado seja o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo! Paz e Bem! Amados irmãos e irmãs, chegamos ao terceiro domingo do Advento, que é chamado de Domingo da alegria. A proximidade do Natal deve gerar em nossos corações uma verdadeira alegria, que nos leva a sair do nosso comodismo espiritual e buscar aquilo que realmente é a nossa felicidade, Jesus Cristo. A liturgia da palavra de hoje tem como temática central a alegria que brota da espera autêntica da vinda do Senhor.

A Primeira Leitura (Is 61,1-2a.10-11) nos apresenta um texto que está inserido naquilo que chamamos, dentro da exegese, de terceiro Isaías (Is 60, 1 – 64, 11). Este trecho, do livro do profeta, tem como temática central a mensagem da redenção total de Israel, na figura de um grande libertador, que é ungido pelo Espírito do Senhor para proclamar a liberdade ao povo que estava escravo. A tradição do Novo Testamento, nos apresenta Jesus Cristo como este verdadeiro e único libertador de Israel e de toda humanidade. Nós erámos escravos, estávamos presos por conta de nossos pecados, mas temos um defensor, temos um libertador. Jesus Cristo é aquele que veio ao mundo, sendo ungido pelo Pai para dar vida nova a humanidade, para nos salvar.

Jesus Cristo está vindo ao nosso encontro, vivemos realidades de sofrimento, assim como o povo de Israel, estamos escravizados pelo poder e pelo prazer. Mas, sobretudo, pelo medo. Temos medo de arriscar, de sonhar, de agir, de ir ao encontro daqueles que precisam, de acreditarmos na graça que o Senhor quer nos dar, de enfrentarmos as dificuldades. Entretanto, aquele que é ungido pelo Espírito do Senhor está vindo, vem para nos salvar, vem para nos dar vida nova, vem para nos dar esperança, vem para nos mostrar que é possível mesmo diante de nossa pequenez, acreditarmos na salvação. Jesus Cristo é o nosso libertador, que possamos abrir, ou melhor, escancarar a porta do nosso coração ao Senhor, pois ele está vindo.

a Segunda Leitura (1Ts 5,16-24) o apóstolo Paulo nos apresenta três condições necessárias para nós vivermos um advento verdadeiro, a saber: a alegria, a oração e a ação de graças. Diz o Apóstolo: “Vivei sempre alegres” (1Ts 5,16). A alegria deve nos acompanhar nesse processo de seguimento a Jesus. O cristão não pode ser triste! Não pode andar de cabeça baixa, como quem foi derrotado, ou como alguém sem esperança. A nossa alegria está no presépio de Belém, na experiência da humildade, do serviço do Menino Deus que vem ao encontro dos homens. Devemos fazer do sorriso um modo evangélico de agir no mundo, devemos ser mensageiros da verdadeira alegria que vem de Deus.

rossegue o Apóstolo: “orai sem cessar”. (1Ts 5,17). O cristão que espera o Senhor deve orar, a oração é o nosso alimento, nosso modo de agir no mundo e de discernir a vontade de Deus. A oração apaga a distância entre Deus e o homem, nós podemos experienciar o Senhor através da oração verdadeira, sincera, da meditação da palavra de Deus. Mas, a vida de oração deve nos levar a ir além de nossas Igrejas, capelas e sacrários, a oração tem uma dinâmica ativa e contemplativa. Rezamos para nos abastecer do amor de Deus, mas a mesma oração deve nos levar a ir além, a fazermos caridade, a irmos ao encontro dos mais necessitados.
Por fim, nos diz Paulo: “dai graças em todas as circunstâncias, pois é esta a vontade de Deus a vosso respeito em Cristo Jesus”. (1Ts 5, 18). Quem segue a Jesus Cristo não pode ser murmurador. Nós devemos parar de reclamar de tudo, nada serve! Nada nos parece bom! Ninguém presta! Nada que os outros fazem é bom! Só eu sei, só eu faço. Abandonemos a indiferença, o egoísmo, o egocentrismo, pois isto é a causa da nossa murmuração. Precisamos aprender a engradecer, a louvar a Deus até mesmo pelas dificuldades, por servimos a Jesus não somos privilegiados, não estamos acima das dificuldades e dos sofrimentos, mas diante disso, devemos dar um testemunho verdadeiro que é o louvor e a ação de graças. Se as coisas estão difíceis eu agradeço a Deus, se estão boas eu agradeço também. Em tudo agradeço, pois Ele me ama.

No Evangelho (Jo 1,6-8.19-28), mais uma vez, meditamos sobre a figura de João Batista. Ele é apresentado pelo evangelista como um homem reto, já que mesmo sabendo das expectativas dos judeus, reconhece que não é Messias, ele é extremamente consciente do seu papel no plano da salvação. Nós precisamos aprender com João. Ninguém pode tomar o centro do Reino de Deus, ninguém pode assumir o lugar de Jesus. Não obstante, muitas vezes, acabamos tomando o lugar do Senhor, e isto acontece quando buscamos os aplausos, o reconhecimento das pessoas, o que esvazia o nosso serviço e gera uma enorme confusão em nossas vidas.

O testemunho de Jesus, dado por João, deve nos impelir a realizarmos o mesmo dentro de nossos estados de vida. Somos convidados a apontar para Jesus Cristo, a assumirmos o nosso papel de evangelizadores, de mensageiros da esperança cristã, de apontarmos que só há uma resposta para a humanidade que é o Verbo de Deus. Este testemunho começa em nossos lares, na nossa relação com nossos filhos, na relação entre esposa e esposo. Não há um lugar mais privilegiado para dar testemunho de Jesus do que em nossa família.

Marcus Vinicius França. Pré-Noviço. OFM. Conventuais.



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