Lançado em: 06-01-2018

Epifania do Senhor

Epifania é a celebração de um Deus que se manifesta. Na etimologia do termo latino “manifestum”, encontram-se as palavras “manus” (mãos) e “festus”, que significa agarrado, apanhado. Manifestar-se é, portanto, tornar-se próximo, deixar-se apanhar pelas mãos. Esta é a atitude de Deus ao manifestar-se à humanidade na forma de um recém-nascido que espera ser carregado nos braços.

Os “magos”, segundo a origem do termo, peritos em adivinhação, deixam-se guiar pelo brilho da estrela, que não os conduz a nenhum projeto de grandeza, poder ou ostentação, mas a uma criança pobre. Estes adivinhos que, percorrendo o grande percurso desde o Oriente, aprenderam a enxergar com o coração e por isso não se frustraram diante da singeleza da cena mas, ao contrário, prostraram-se reverentes e ofereceram ao menino da periferia os presentes que traziam para o Rei.

No percurso que encerra nossa vida, também somos convidados a adquirir a experiência que o caminho nos proporciona. Também recebemos a chance de enxergar a partir de dentro, percebendo na simplicidade do presépio os grandes valores que fazem a nossa vida ganhar um novo sentido.

A epifania nos revela, assim, que o mesmo Deus que a nós se manifesta, deseja que O manifestemos a outros. Oferecer nossas melhores forças em favor da justiça, da paz e do respeito significa atualizar a adoração reverente dos Magos diante do Pequenino de Belém.

Estamos cheios de Herodes prontos para devorarem nossos sonhos e projetos. Basta olharmos para as mazelas que temos vivido em nosso país. No entanto, precisamos confiar que, assim como concedeu aos Magos, o Senhor há de nos revestir da esperteza necessária a fim de que possamos manifestá-Lo com garra e profecia a nossos contemporâneos.

Frei Gustavo Medella

Qual o significado dos presentes dos reis magos?

O presente que oferecemos é sempre expressão e reconhecimento de um gesto de amor que recebemos. O presente, antes de gerar alegria no coração de quem o recebe, é expressão do amor presente no coração de quem o oferece.
Os reis do oriente que vieram à Belém adorar o Menino Deus, vieram trazendo em seus corações esperança. Estes reis vieram de lugares diferentes e se encontram buscando um mesmo sentido para o surgimento de uma luz nova que começou a brilhar no céu. Melquior, cujo nome quer dizer “meu Rei é luz”, veio de Ur na Caldéia, é ele quem oferece o ouro. Gaspar, cujo nome quer dizer “aquele que vai confirmar”, veio do mar Cáspio, é ele quem oferece o incenso. Baltasar, cujo nome quer dizer “Deus manifesta o Rei”, veio do Golfo Pérsico, é ele quem oferece a mirra.

O presente do ouro oferecido para Jesus mostra o reconhecimento de que aquela criança, mesmo em sua pequenez e fragilidade, é o verdadeiro Rei. Um Rei muito diferente do rei Herodes que encontram em seu palácio exuberante e em seu amor ao poder. Jesus é o Rei na manjedoura. É o Rei no colo de Maria. É o Rei em cada coração que o acolhe. E, no reino de Jesus, se vive o poder de amar.

O presente do incenso mostra que os magos reconhecem naquela criança, tão humana, o próprio Deus, em seu mistério divino de amor. Pois o incenso era algo oferecido somente para as divindades.

O presente da mirra simboliza que aquele Rei Divino também é verdadeiramente humano. Ele irá sentir a nossa dor e irá passar pela experiência da nossa morte. A mirra era usada para preparar os corpos para o sepultamento. Então, ao oferecer mirra ao menino Jesus, os magos enxergam em sua humanidade a grandeza do amor de Deus que assumiu viver na nossa carne.

Por isso nos reis magos do oriente está o ser humano que, na luz da estrela, vai até Cristo para adorá-lo em sua humanidade. Os três reis representam as raças e os povos de todo o mundo. Assim a Epifania recorda-nos que o único lugar onde podemos encontrar Deus nesta terra é na humanidade de Jesus. Ele é o maior sinal de Deus para a vida do povo. Após encontrarem o Menino a estrela desapareceu, pois ela era apenas sinal de onde se encontrava a verdadeira luz que é Jesus.

Portal A12



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