Lançado em: 10-02-2018

Tudo em Jesus fala de misericórdia, aponta misericórdia e nos mostra como Deus é amor.

Louvado seja o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo! Paz e Bem! Amados irmãos e irmãs no sexto Domingo do Tempo Comum a liturgia nos convida a nos encontramos com o Senhor para pedir à cura que precisamos, especialmente, das doenças espirituais que nos impedem de fazer parte da comunidade de fé.

Na Primeira Leitura (Lv 13,1-2.44-46) vemos o relato de como a comunidade de Israel lidava com a questão da lepra. A lepra referida nesta leitura não se trata só desta doença que era considerada a pior, mas também, de todas as doenças de pele que acometiam os membros do povo de Deus. Neste contexto, a lepra era entendida como uma grande maldição de Deus, como castigo pelos pecados, e a pessoa que a contraía não podia estar no meio da comunidade, tinha que se afastar, mantendo uma distância considerável das pessoas.

Há, em nossos dias, muitas doenças que, como a lepra, nos afastam da comunidade de fé. Entre estas, poderíamos destacar o apego ao poder, ao dinheiro, a busca incansável pelo prazer, a falta de amor, o egoísmo, a falta de perdão, a falta de paciência para com nossas esposas, esposos, filhos e familiares, o comodismo, a preguiça e a indisciplina. Todas essas doenças, assim como a lepra, nos afastam da comunidade, porque nos fazem ficarmos presos em nós mesmos, no nosso egoísmo, na nossa vida individualista que esvazia o conteúdo do Evangelho de Jesus.

Entretanto, podemos evitar contrair essas doenças e para isto, precisamos entender aquilo que o apóstolo Paulo nos aponta na Segunda Leitura (1Cor 10,31-11,1). E o que Paulo nos diz é: “Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus”.
Este modo de nos relacionarmos com as coisas é o caminho para não adoecermos na fé e nos afastarmos da comunidade. Não podemos nos apossar de nada, dos bens materiais, das pessoas que Deus colocou em nossas vidas, de nossos sonhos, nossos projetos, nem nossos pecados devemos nos apossar. É preciso dar a Deus tudo, entregar tudo, amá-lo, adorá-lo, pois nada que achamos possuir é verdadeiramente nosso, tudo é dom, é misericórdia, é graça de Deus.
Entretanto, podemos estar contaminados com tais doenças e nos sentirmos indignos de fazer parte da comunidade, mas não devemos temer, mas sim, nos aproximar da misericórdia de Deus, que tem um nome e um rosto que é Jesus de Nazaré. Tudo em Jesus fala de misericórdia, aponta misericórdia e nos mostra como Deus é amor.

Quando estamos doentes na fé, devemos tomar a mesma postura do leproso apresentada pelo Evangelho (Mc 1,40-45). O homem doente chega perto de Jesus, ele tem a coragem de se aproximar, mesmo sabendo que as pessoas o excluíam, os abandonaram e se afastaram dele. Ele vê em Jesus uma oportunidade de ser olhado de um jeito diferente, de um jeito misericordioso, amoroso, cuidadoso, sem julgamentos e cheio de compaixão.
Diante de nossas doenças e misérias, devemos nos aproximar de Jesus. Ele nunca nos olhará com indiferença, com preconceitos, pois sempre vê o nosso coração e veio ao mundo para resgatar aquilo que há de bom no homem criado por Deus e que o pecado pareceu apagar. Devemos dizer ao Cristo de Deus: “Se queres, tens o poder de curar-me”. (Mc 1,40). Então, ouviremos esta resposta: “Eu quero: fica curado!” (Mc 1,41).

Jesus ainda diz ao homem: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!” (Mc 1,44). Mais do que contar para as pessoas o que Deus fez e faz por nós e em nós é preciso voltamos para a comunidade de fé, nos apresentarmos, agradecermos a Deus, pois o homem não foi criado para viver isolado, mas sim, em comunidade, na partilha dos dons que Deus nos dá. Precisamos dar testemunhos das curas que recebemos dentro da nossa comunidade de fé, seja ela a família ou a Igreja, para que todos creiam que em Deus tudo pode ser mudado, restaurado e reestabelecido.

Frei Marcus Vinícius França. OFM. Conventuais



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